13 November
OBSERVANTE
© DE João Batista do Lago
Rasgam-se-me as cores do Tempo
Dum Tempo Vermelho
Que se lá vai em direção à Violeta...
Em mim – espaço eterno! – sucede
Num ar de luzes do sol
Acompanhado de suas filhas
A maçã que flutua
Como um arco-íris que
Surge dum céu metade escuro e
Envolto por nuvens de chuva
Ofertada por Athena
Lá vai meu Tempo em
Direção à Violeta que se
Esconde no meu mais profundo interior, mas
Que explode todo o Vermelho exterior que rega
Minhas veias em direção ao meu mar profundo:
Sou, agora, todas as cores
Guardadas no vaso atemporal da minha eternidade