<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?><?xml-stylesheet type='text/xsl' href='http://joaobatistalago.spaces.live.com/mmm2008-07-24_12.50/rsspretty.aspx?rssquery=en-US;http%3a%2f%2fjoaobatistalago.spaces.live.com%2fcategory%2fBooks%2ffeed.rss' version='1.0'?><rss version="2.0" xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/" xmlns:msn="http://schemas.microsoft.com/msn/spaces/2005/rss" xmlns:live="http://schemas.microsoft.com/live/spaces/2006/rss" xmlns:dcterms="http://purl.org/dc/terms/" xmlns:cf="http://www.microsoft.com/schemas/rss/core/2005" xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"><channel><title>JOÃO BATISTA DO LAGO: Books</title><description /><link>http://joaobatistalago.spaces.live.com/?_c11_BlogPart_BlogPart=blogview&amp;_c=BlogPart&amp;partqs=catBooks</link><language>en-US</language><pubDate>Wed, 26 Mar 2008 23:14:03 GMT</pubDate><lastBuildDate>Wed, 26 Mar 2008 23:14:03 GMT</lastBuildDate><generator>Microsoft Spaces v1.1</generator><docs>http://www.rssboard.org/rss-specification</docs><ttl>60</ttl><cf:parentRSS>http://joaobatistalago.spaces.live.com/blog/feed.rss</cf:parentRSS><live:type>blogcategory</live:type><live:identity><live:id>-9039481155781427505</live:id><live:alias>joaobatistalago</live:alias></live:identity><cf:listinfo><cf:group ns="http://schemas.microsoft.com/live/spaces/2006/rss" element="typelabel" label="Type" /><cf:group ns="http://schemas.microsoft.com/live/spaces/2006/rss" element="tag" label="Tag" /><cf:group element="category" label="Category" /><cf:sort element="pubDate" label="Date" data-type="date" default="true" /><cf:sort element="title" label="Title" data-type="string" /><cf:sort ns="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/" element="comments" label="Comments" data-type="number" /></cf:listinfo><item><title>Viajando no "Veleiro" de Manoel de Andrade</title><link>http://joaobatistalago.spaces.live.com/Blog/cns!828D4FC833CF7ECF!749.entry</link><description> 

&lt;p&gt;&lt;b style=""&gt;VIAJANDO NO VELEIRO
DE MANOEL DE ANDRADE&lt;/b&gt;

&lt;p&gt; 

&lt;p&gt;© De João Batista do Lago&lt;a style="" href="#_ftn1" title=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:12pt;font-family:'Book Antiqua'"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;

&lt;p&gt; 

&lt;p&gt;A saudade é um sentimento que soi ocorre à língua portuguesa
tentar expressá-la concretamente, realmente.

&lt;p&gt;Nenhum outro idioma consegue, como o português, aproximar-se
desse fenômeno que invade a alma humana e que, por mais que nos expressemos,
seja por que forma ou género for, sempre faltará “algo” que jamais conseguirá
ser dito a respeito desse “sujeito” que é gerado abstrativamente no mais íntimo
de cada um.

&lt;p&gt;A saudade é um substantivo feminino abstrato.

&lt;p&gt;Isso, de per se, revela o grau das dificuldades que temos em
“tra-duzir”, ou seja, transportar o sentimento para a palavra (fala = língua)
falada, escrita ou ideografada, exatamente porque esse sentimento é sempre uma
abstração ou é, sempre fruto do abstrato existencial do ser.

&lt;p&gt;Agora, quem dentre os mortais que falam o idioma português
mais se aproxima de expressar, concretamente, esse fenômeno?

&lt;p&gt;Ouso responder:

&lt;p&gt;- O Artista. Sim, os artistas são em-si, de-si, para-si e
para além-de-si o ser e o tempo, que há um só tempo sugerem a &lt;i style=""&gt;cri-ação&lt;/i&gt; da transferência do sentimento
para o campo real, isto é, para realidade temporal, pois são os senhores dos
sentimentos e das sensações.

&lt;p&gt;Agora, quem dentre os mortais artistas que falam o idioma
protuguês são capazes de, ainda mais, se aproximarem da concreção desse
sentimento, dessa sensação:

&lt;p&gt;Ouso responder:

&lt;p&gt;- Os Poetas. Estes pintam quadros imaginários de todos os
tamanhos, de todas as cores, de todos os graus, de todas as dimensões, de todas
as gradações, com todos os amores ou com todos os horrores possíveis e
impossíveis à capacidade de observação do indivíduo. E mais: em todo Ser; em
todo Espaço.

&lt;p&gt; 

&lt;p&gt;* * * * *

&lt;p&gt; 

&lt;p&gt;Este micro comentário introdutório me foi exigido a partir
de uma tipologia de auto-analítica do conhecimento para poder falar sobre “uma”
(enfatizo uma porque há muitas outras de igual beleza estético-conteudística)
poesia (poesia e não tão-somente Soneto) de um poeta que o conheci
recentemente: Manoel de Andrade, que estreou recentemente um livro de poesias
editado pela editora Escritura, e que já aparece na lista dos 100 mais
vendidos.

&lt;p&gt; 

&lt;p&gt;Esta é a poesia:

&lt;p&gt; 

&lt;p&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;VELEIRO&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt; &lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;Mar afora, mar adentro&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;lá vai singrando um
veleiro&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;quem dera ser
passageiro&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;pra correr nas mãos do
vento.&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt; &lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;Mar adentro, mar afora&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;como navega ligeiro&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;cruzando este golfo
inteiro&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;nas cores vivas da
aurora.&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt; &lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;Onde vais assim tão
cedo&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;rumo à Ilha do
Arvoredo&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;levando meu coração…?&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt; &lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;Vou navegando contigo&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;meus olhos te seguem,
amigo,&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;perdidos na imensidão.&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;__________&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;Baia de Zimbros,
janeiro de 2005.&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;Do livro CANTARES,
editado pela Escritura&lt;/i&gt;.

&lt;p&gt; 

&lt;p&gt;À primeira vista, ou seja, à primeira leitura somos tomados
por um sentimento de jovialidade. Explico: se não lemos esta poesia com os
olhos de ver e com a consciência do entendimento, com um certo grau de conhecimento
ontológico, podemos tê-la e vê-la como uma poesia principiante, e de
principiante. Ledo engano! E quão maravilhoso engano percebe-se quando a lemos
uma, duas, três… vezes.

&lt;p&gt;“&lt;i style=""&gt;Veleiro&lt;/i&gt;” é dessas
poesias que nos chegam ao íntimo sem a marca do tempo cronológico, sem o
emblema de um espaço pré-definido ou definido, além do Tempo e do Espaço que
são-de-si essentes. “&lt;i style=""&gt;Veleiro&lt;/i&gt;” é
atemporal! E aqui reside, desde sempre, o “segredo” desta poesia: é um
Universal! E que Universal é este?: a Alma! E que alma é esta?: a Saudade!

&lt;p&gt;Cada palavra-contexto desta poesia é produzida de saudade
com a alma da saudade: passageiro singrando um mar externo e externo de
sentimentos e sensações.

&lt;p&gt;Ensina-nos o “velho” Hegel que a &lt;i style=""&gt;Alma&lt;/i&gt; sensitiva tem três estágios: (1) a alma senciente em sua
IMEDIATIDADE – (&lt;i style=""&gt;quem dera ser passageiro&lt;/i&gt;)
-, ou vida de sentimento, uma vaga consciência da condição corpórea, associada
principalmente à vida intra-uterina; (2) o sentimento de si – (&lt;i style=""&gt;cruzando este golfo inteiro&lt;/i&gt;) -, uma vaga
consciência de si como indivíduo em contraste com, mas não absorvido em, seus
sentimentos particulares: egoísmo, por exemplo, o que é diferente de
autoconsciência reflexiva; (3) o hábito, no qual, por constante repetição,
sensações e sentimentos tornam-se familiares e, portanto, menos salientes – (&lt;i style=""&gt;levando meu coração… meus olhos te seguem,
amigo&lt;/i&gt;). Ter hábito é distanciar-se, melhor dizendo, libertar-se dos
sentimentos e das sensações. Ou seja: “&lt;i style=""&gt;Veleiro&lt;/i&gt;”
é o sentimento e a sensação interiorizados e externalizados, mas desprendidos
do Eu, o que em essência gera a “alma real”, noutras palavras: a consciência do
si, de-si e no em-si.

&lt;p&gt;Enfim, “&lt;i style=""&gt;Veleiro&lt;/i&gt;”,
aos meus olhos, é um eterno vir a ser num “&lt;i style=""&gt;mar
adentro/ mar afora&lt;/i&gt;” do “sujeito abstrato” que pretende ser-si&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;“sujeito real” num eterno (= temporalidade)
vir-a-ser a idéia essente, ou seja, o sujeito real capaz de tran(s)-duzir-si em
consciência plena.

&lt;p&gt;“&lt;i style=""&gt;lá vai sangrando um
veleiro&lt;/i&gt;” indica, pois, aos meus olhos, um corpo de pensamentos que
impulsionam à Verdade; o “&lt;i style=""&gt;golfo&lt;/i&gt;” é a
porta de passagem para o conhecimento dessa verdade, ou seja: “&lt;i style=""&gt;rumo à Ilha do Arvoredo/ levando meu coração…&lt;/i&gt;”;
“&lt;i style=""&gt;mar afora, mar adentro&lt;/i&gt;”, a teimosia,
ou seja, as dúvidas dessa travessia para o conhecimento.

&lt;p&gt;É assim, pois, que vejo esta poesia de Manoel de Andrade. Contudo,
sugiro que adquiram o livro CANTARES, onde vocês, caros leitores, vão-se
deliciar com a poética desse autor que me orgulha havê-lo conhecido.

&lt;p&gt; 

&lt;p&gt;Hasta la vista!!!

&lt;p&gt;__________

&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;br&gt;
&lt;/b&gt;&lt;span&gt;Cantares&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span&gt;Autor: Manoel de Andrade&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span&gt;Editora: &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:'Book Antiqua'"&gt;&lt;a href="http://www.escrituras.com.br/" target="_blank"&gt;Escrituras&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
&lt;span&gt;Páginas: 112&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span&gt;Formato: 14 x 21 cm&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span&gt;ISBN: 978-85-7531-256-8&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span&gt;&lt;a href="http://www.escrituras.com.br/" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:'Book Antiqua'"&gt;Preço: R$ 20,00&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:'Book Antiqua'"&gt;Escrituras Editora&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
&lt;span&gt;Rua Maestro Callia, 123 - Vila Mariana&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span&gt;04012-100 - São Paulo-SP&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span&gt;Novos telefones: &lt;/span&gt;&lt;span&gt;(11)
5904-4499&lt;/span&gt;

&lt;div style=""&gt;&lt;br clear=all&gt;

&lt;hr align=left size=1 width="33%"&gt;



&lt;div style=""&gt;

&lt;p&gt;&lt;a style="" href="#_ftnref1" title=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua'"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;
João Batista do Lago é &lt;i style=""&gt;jornalista, poeta,
escritor, ensaísta e pesquisador. É maranhense, mas reside em Curitiba há&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;anos&lt;/i&gt;.

&lt;/div&gt;

&lt;/div&gt;

&lt;img src="http://c.services.spaces.live.com/CollectionWebService/c.gif?cid=-9039481155781427505&amp;page=RSS%3a+Viajando+no+%22Veleiro%22+de+Manoel+de+Andrade&amp;referrer=" width="1px" height="1px" border="0" alt=""&gt;&lt;img style="position:absolute" alt="" width="0px" height="0px" src="http://c.live.com/c.gif?NC=31263&amp;amp;NA=1149&amp;amp;PI=73329&amp;amp;RF=&amp;amp;DI=3919&amp;amp;PS=85545&amp;amp;TP=joaobatistalago.spaces.live.com&amp;amp;GT1=joaobatistalago"&gt;</description><comments>http://joaobatistalago.spaces.live.com/Blog/cns!828D4FC833CF7ECF!749.entry#comment</comments><guid isPermaLink="true">http://joaobatistalago.spaces.live.com/Blog/cns!828D4FC833CF7ECF!749.entry</guid><pubDate>Wed, 26 Mar 2008 23:14:03 GMT</pubDate><slash:comments>0</slash:comments><msn:type>blogentry</msn:type><live:type>blogentry</live:type><live:typelabel>Blog entry</live:typelabel><wfw:commentRss>http://joaobatistalago.spaces.live.com/blog/cns!828D4FC833CF7ECF!749/comments/feed.rss</wfw:commentRss><wfw:comment>http://joaobatistalago.spaces.live.com/Blog/cns!828D4FC833CF7ECF!749.entry#comment</wfw:comment><dcterms:modified>2008-03-26T23:14:03Z</dcterms:modified></item><item><title>Viajando no "Veleiro" de Manoel de Andrade</title><link>http://joaobatistalago.spaces.live.com/Blog/cns!828D4FC833CF7ECF!748.entry</link><description> 

&lt;p&gt;&lt;b style=""&gt;VIAJANDO NO VELEIRO
DE MANOEL DE ANDRADE&lt;/b&gt;

&lt;p&gt; 

&lt;p&gt;© De João Batista do Lago&lt;a style="" href="#_ftn1" title=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:12pt;font-family:'Book Antiqua'"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;

&lt;p&gt; 

&lt;p&gt;A saudade é um sentimento que soi ocorre à língua portuguesa
tentar expressá-la concretamente, realmente.

&lt;p&gt;Nenhum outro idioma consegue, como o português, aproximar-se
desse fenômeno que invade a alma humana e que, por mais que nos expressemos,
seja por que forma ou género for, sempre faltará “algo” que jamais conseguirá
ser dito a respeito desse “sujeito” que é gerado abstrativamente no mais íntimo
de cada um.

&lt;p&gt;A saudade é um substantivo feminino abstrato.

&lt;p&gt;Isso, de per se, revela o grau das dificuldades que temos em
“tra-duzir”, ou seja, transportar o sentimento para a palavra (fala = língua)
falada, escrita ou ideografada, exatamente porque esse sentimento é sempre uma
abstração ou é, sempre fruto do abstrato existencial do ser.

&lt;p&gt;Agora, quem dentre os mortais que falam o idioma português
mais se aproxima de expressar, concretamente, esse fenômeno?

&lt;p&gt;Ouso responder:

&lt;p&gt;- O Artista. Sim, os artistas são em-si, de-si, para-si e
para além-de-si o ser e o tempo, que há um só tempo sugerem a &lt;i style=""&gt;cri-ação&lt;/i&gt; da transferência do sentimento
para o campo real, isto é, para realidade temporal, pois são os senhores dos
sentimentos e das sensações.

&lt;p&gt;Agora, quem dentre os mortais artistas que falam o idioma
protuguês são capazes de, ainda mais, se aproximarem da concreção desse
sentimento, dessa sensação:

&lt;p&gt;Ouso responder:

&lt;p&gt;- Os Poetas. Estes pintam quadros imaginários de todos os
tamanhos, de todas as cores, de todos os graus, de todas as dimensões, de todas
as gradações, com todos os amores ou com todos os horrores possíveis e
impossíveis à capacidade de observação do indivíduo. E mais: em todo Ser; em
todo Espaço.

&lt;p&gt; 

&lt;p&gt;* * * * *

&lt;p&gt; 

&lt;p&gt;Este micro comentário introdutório me foi exigido a partir
de uma tipologia de auto-analítica do conhecimento para poder falar sobre “uma”
(enfatizo uma porque há muitas outras de igual beleza estético-conteudística)
poesia (poesia e não tão-somente Soneto) de um poeta que o conheci
recentemente: Manoel de Andrade, que estreou recentemente um livro de poesias
editado pela editora Escritura, e que já aparece na lista dos 100 mais
vendidos.

&lt;p&gt; 

&lt;p&gt;Esta é a poesia:

&lt;p&gt; 

&lt;p&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;VELEIRO&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt; &lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;Mar afora, mar adentro&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;lá vai singrando um
veleiro&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;quem dera ser
passageiro&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;pra correr nas mãos do
vento.&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt; &lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;Mar adentro, mar afora&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;como navega ligeiro&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;cruzando este golfo
inteiro&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;nas cores vivas da
aurora.&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt; &lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;Onde vais assim tão
cedo&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;rumo à Ilha do
Arvoredo&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;levando meu coração…?&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt; &lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;Vou navegando contigo&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;meus olhos te seguem,
amigo,&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;perdidos na imensidão.&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;__________&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;Baia de Zimbros,
janeiro de 2005.&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;Do livro CANTARES,
editado pela Escritura&lt;/i&gt;.

&lt;p&gt; 

&lt;p&gt;À primeira vista, ou seja, à primeira leitura somos tomados
por um sentimento de jovialidade. Explico: se não lemos esta poesia com os
olhos de ver e com a consciência do entendimento, com um certo grau de conhecimento
ontológico, podemos tê-la e vê-la como uma poesia principiante, e de
principiante. Ledo engano! E quão maravilhoso engano percebe-se quando a lemos
uma, duas, três… vezes.

&lt;p&gt;“&lt;i style=""&gt;Veleiro&lt;/i&gt;” é dessas
poesias que nos chegam ao íntimo sem a marca do tempo cronológico, sem o
emblema de um espaço pré-definido ou definido, além do Tempo e do Espaço que
são-de-si essentes. “&lt;i style=""&gt;Veleiro&lt;/i&gt;” é
atemporal! E aqui reside, desde sempre, o “segredo” desta poesia: é um
Universal! E que Universal é este?: a Alma! E que alma é esta?: a Saudade!

&lt;p&gt;Cada palavra-contexto desta poesia é produzida de saudade
com a alma da saudade: passageiro singrando um mar externo e externo de
sentimentos e sensações.

&lt;p&gt;Ensina-nos o “velho” Hegel que a &lt;i style=""&gt;Alma&lt;/i&gt; sensitiva tem três estágios: (1) a alma senciente em sua
IMEDIATIDADE – (&lt;i style=""&gt;quem dera ser passageiro&lt;/i&gt;)
-, ou vida de sentimento, uma vaga consciência da condição corpórea, associada
principalmente à vida intra-uterina; (2) o sentimento de si – (&lt;i style=""&gt;cruzando este golfo inteiro&lt;/i&gt;) -, uma vaga
consciência de si como indivíduo em contraste com, mas não absorvido em, seus
sentimentos particulares: egoísmo, por exemplo, o que é diferente de
autoconsciência reflexiva; (3) o hábito, no qual, por constante repetição,
sensações e sentimentos tornam-se familiares e, portanto, menos salientes – (&lt;i style=""&gt;levando meu coração… meus olhos te seguem,
amigo&lt;/i&gt;). Ter hábito é distanciar-se, melhor dizendo, libertar-se dos
sentimentos e das sensações. Ou seja: “&lt;i style=""&gt;Veleiro&lt;/i&gt;”
é o sentimento e a sensação interiorizados e externalizados, mas desprendidos
do Eu, o que em essência gera a “alma real”, noutras palavras: a consciência do
si, de-si e no em-si.

&lt;p&gt;Enfim, “&lt;i style=""&gt;Veleiro&lt;/i&gt;”,
aos meus olhos, é um eterno vir a ser num “&lt;i style=""&gt;mar
adentro/ mar afora&lt;/i&gt;” do “sujeito abstrato” que pretende ser-si&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;“sujeito real” num eterno (= temporalidade)
vir-a-ser a idéia essente, ou seja, o sujeito real capaz de tran(s)-duzir-si em
consciência plena.

&lt;p&gt;“&lt;i style=""&gt;lá vai sangrando um
veleiro&lt;/i&gt;” indica, pois, aos meus olhos, um corpo de pensamentos que
impulsionam à Verdade; o “&lt;i style=""&gt;golfo&lt;/i&gt;” é a
porta de passagem para o conhecimento dessa verdade, ou seja: “&lt;i style=""&gt;rumo à Ilha do Arvoredo/ levando meu coração…&lt;/i&gt;”;
“&lt;i style=""&gt;mar afora, mar adentro&lt;/i&gt;”, a teimosia,
ou seja, as dúvidas dessa travessia para o conhecimento.

&lt;p&gt;É assim, pois, que vejo esta poesia de Manoel de Andrade. Contudo,
sugiro que adquiram o livro CANTARES, onde vocês, caros leitores, vão-se
deliciar com a poética desse autor que me orgulha havê-lo conhecido.

&lt;p&gt; 

&lt;p&gt;Hasta la vista!!!

&lt;p&gt;__________

&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;br&gt;
&lt;/b&gt;&lt;span&gt;Cantares&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span&gt;Autor: Manoel de Andrade&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span&gt;Editora: &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:'Book Antiqua'"&gt;&lt;a href="http://www.escrituras.com.br/" target="_blank"&gt;Escrituras&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
&lt;span&gt;Páginas: 112&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span&gt;Formato: 14 x 21 cm&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span&gt;ISBN: 978-85-7531-256-8&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span&gt;&lt;a href="http://www.escrituras.com.br/" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:'Book Antiqua'"&gt;Preço: R$ 20,00&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:'Book Antiqua'"&gt;Escrituras Editora&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
&lt;span&gt;Rua Maestro Callia, 123 - Vila Mariana&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span&gt;04012-100 - São Paulo-SP&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span&gt;Novos telefones: &lt;/span&gt;&lt;span&gt;(11)
5904-4499&lt;/span&gt;

&lt;div style=""&gt;&lt;br clear=all&gt;

&lt;hr align=left size=1 width="33%"&gt;



&lt;div style=""&gt;

&lt;p&gt;&lt;a style="" href="#_ftnref1" title=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua'"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;
João Batista do Lago é &lt;i style=""&gt;jornalista, poeta,
escritor, ensaísta e pesquisador. É maranhense, mas reside em Curitiba há&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;anos&lt;/i&gt;.

&lt;/div&gt;

&lt;/div&gt;

&lt;img src="http://c.services.spaces.live.com/CollectionWebService/c.gif?cid=-9039481155781427505&amp;page=RSS%3a+Viajando+no+%22Veleiro%22+de+Manoel+de+Andrade&amp;referrer=" width="1px" height="1px" border="0" alt=""&gt;&lt;img style="position:absolute" alt="" width="0px" height="0px" src="http://c.live.com/c.gif?NC=31263&amp;amp;NA=1149&amp;amp;PI=73329&amp;amp;RF=&amp;amp;DI=3919&amp;amp;PS=85545&amp;amp;TP=joaobatistalago.spaces.live.com&amp;amp;GT1=joaobatistalago"&gt;</description><comments>http://joaobatistalago.spaces.live.com/Blog/cns!828D4FC833CF7ECF!748.entry#comment</comments><guid isPermaLink="true">http://joaobatistalago.spaces.live.com/Blog/cns!828D4FC833CF7ECF!748.entry</guid><pubDate>Wed, 26 Mar 2008 23:14:02 GMT</pubDate><slash:comments>0</slash:comments><msn:type>blogentry</msn:type><live:type>blogentry</live:type><live:typelabel>Blog entry</live:typelabel><wfw:commentRss>http://joaobatistalago.spaces.live.com/blog/cns!828D4FC833CF7ECF!748/comments/feed.rss</wfw:commentRss><wfw:comment>http://joaobatistalago.spaces.live.com/Blog/cns!828D4FC833CF7ECF!748.entry#comment</wfw:comment><dcterms:modified>2008-03-26T23:14:02Z</dcterms:modified></item><item><title>Viajando no "Veleiro" de Manoel de Andrade</title><link>http://joaobatistalago.spaces.live.com/Blog/cns!828D4FC833CF7ECF!747.entry</link><description> 

&lt;p&gt;&lt;b style=""&gt;VIAJANDO NO VELEIRO
DE MANOEL DE ANDRADE&lt;/b&gt;

&lt;p&gt; 

&lt;p&gt;© De João Batista do Lago&lt;a style="" href="#_ftn1" title=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:12pt;font-family:'Book Antiqua'"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;

&lt;p&gt; 

&lt;p&gt;A saudade é um sentimento que soi ocorre à língua portuguesa
tentar expressá-la concretamente, realmente.

&lt;p&gt;Nenhum outro idioma consegue, como o português, aproximar-se
desse fenômeno que invade a alma humana e que, por mais que nos expressemos,
seja por que forma ou género for, sempre faltará “algo” que jamais conseguirá
ser dito a respeito desse “sujeito” que é gerado abstrativamente no mais íntimo
de cada um.

&lt;p&gt;A saudade é um substantivo feminino abstrato.

&lt;p&gt;Isso, de per se, revela o grau das dificuldades que temos em
“tra-duzir”, ou seja, transportar o sentimento para a palavra (fala = língua)
falada, escrita ou ideografada, exatamente porque esse sentimento é sempre uma
abstração ou é, sempre fruto do abstrato existencial do ser.

&lt;p&gt;Agora, quem dentre os mortais que falam o idioma português
mais se aproxima de expressar, concretamente, esse fenômeno?

&lt;p&gt;Ouso responder:

&lt;p&gt;- O Artista. Sim, os artistas são em-si, de-si, para-si e
para além-de-si o ser e o tempo, que há um só tempo sugerem a &lt;i style=""&gt;cri-ação&lt;/i&gt; da transferência do sentimento
para o campo real, isto é, para realidade temporal, pois são os senhores dos
sentimentos e das sensações.

&lt;p&gt;Agora, quem dentre os mortais artistas que falam o idioma
protuguês são capazes de, ainda mais, se aproximarem da concreção desse
sentimento, dessa sensação:

&lt;p&gt;Ouso responder:

&lt;p&gt;- Os Poetas. Estes pintam quadros imaginários de todos os
tamanhos, de todas as cores, de todos os graus, de todas as dimensões, de todas
as gradações, com todos os amores ou com todos os horrores possíveis e
impossíveis à capacidade de observação do indivíduo. E mais: em todo Ser; em
todo Espaço.

&lt;p&gt; 

&lt;p&gt;* * * * *

&lt;p&gt; 

&lt;p&gt;Este micro comentário introdutório me foi exigido a partir
de uma tipologia de auto-analítica do conhecimento para poder falar sobre “uma”
(enfatizo uma porque há muitas outras de igual beleza estético-conteudística)
poesia (poesia e não tão-somente Soneto) de um poeta que o conheci
recentemente: Manoel de Andrade, que estreou recentemente um livro de poesias
editado pela editora Escritura, e que já aparece na lista dos 100 mais
vendidos.

&lt;p&gt; 

&lt;p&gt;Esta é a poesia:

&lt;p&gt; 

&lt;p&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;VELEIRO&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt; &lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;Mar afora, mar adentro&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;lá vai singrando um
veleiro&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;quem dera ser
passageiro&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;pra correr nas mãos do
vento.&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt; &lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;Mar adentro, mar afora&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;como navega ligeiro&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;cruzando este golfo
inteiro&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;nas cores vivas da
aurora.&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt; &lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;Onde vais assim tão
cedo&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;rumo à Ilha do
Arvoredo&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;levando meu coração…?&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt; &lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;Vou navegando contigo&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;meus olhos te seguem,
amigo,&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;perdidos na imensidão.&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;__________&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;Baia de Zimbros,
janeiro de 2005.&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;Do livro CANTARES,
editado pela Escritura&lt;/i&gt;.

&lt;p&gt; 

&lt;p&gt;À primeira vista, ou seja, à primeira leitura somos tomados
por um sentimento de jovialidade. Explico: se não lemos esta poesia com os
olhos de ver e com a consciência do entendimento, com um certo grau de conhecimento
ontológico, podemos tê-la e vê-la como uma poesia principiante, e de
principiante. Ledo engano! E quão maravilhoso engano percebe-se quando a lemos
uma, duas, três… vezes.

&lt;p&gt;“&lt;i style=""&gt;Veleiro&lt;/i&gt;” é dessas
poesias que nos chegam ao íntimo sem a marca do tempo cronológico, sem o
emblema de um espaço pré-definido ou definido, além do Tempo e do Espaço que
são-de-si essentes. “&lt;i style=""&gt;Veleiro&lt;/i&gt;” é
atemporal! E aqui reside, desde sempre, o “segredo” desta poesia: é um
Universal! E que Universal é este?: a Alma! E que alma é esta?: a Saudade!

&lt;p&gt;Cada palavra-contexto desta poesia é produzida de saudade
com a alma da saudade: passageiro singrando um mar externo e externo de
sentimentos e sensações.

&lt;p&gt;Ensina-nos o “velho” Hegel que a &lt;i style=""&gt;Alma&lt;/i&gt; sensitiva tem três estágios: (1) a alma senciente em sua
IMEDIATIDADE – (&lt;i style=""&gt;quem dera ser passageiro&lt;/i&gt;)
-, ou vida de sentimento, uma vaga consciência da condição corpórea, associada
principalmente à vida intra-uterina; (2) o sentimento de si – (&lt;i style=""&gt;cruzando este golfo inteiro&lt;/i&gt;) -, uma vaga
consciência de si como indivíduo em contraste com, mas não absorvido em, seus
sentimentos particulares: egoísmo, por exemplo, o que é diferente de
autoconsciência reflexiva; (3) o hábito, no qual, por constante repetição,
sensações e sentimentos tornam-se familiares e, portanto, menos salientes – (&lt;i style=""&gt;levando meu coração… meus olhos te seguem,
amigo&lt;/i&gt;). Ter hábito é distanciar-se, melhor dizendo, libertar-se dos
sentimentos e das sensações. Ou seja: “&lt;i style=""&gt;Veleiro&lt;/i&gt;”
é o sentimento e a sensação interiorizados e externalizados, mas desprendidos
do Eu, o que em essência gera a “alma real”, noutras palavras: a consciência do
si, de-si e no em-si.

&lt;p&gt;Enfim, “&lt;i style=""&gt;Veleiro&lt;/i&gt;”,
aos meus olhos, é um eterno vir a ser num “&lt;i style=""&gt;mar
adentro/ mar afora&lt;/i&gt;” do “sujeito abstrato” que pretende ser-si&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;“sujeito real” num eterno (= temporalidade)
vir-a-ser a idéia essente, ou seja, o sujeito real capaz de tran(s)-duzir-si em
consciência plena.

&lt;p&gt;“&lt;i style=""&gt;lá vai sangrando um
veleiro&lt;/i&gt;” indica, pois, aos meus olhos, um corpo de pensamentos que
impulsionam à Verdade; o “&lt;i style=""&gt;golfo&lt;/i&gt;” é a
porta de passagem para o conhecimento dessa verdade, ou seja: “&lt;i style=""&gt;rumo à Ilha do Arvoredo/ levando meu coração…&lt;/i&gt;”;
“&lt;i style=""&gt;mar afora, mar adentro&lt;/i&gt;”, a teimosia,
ou seja, as dúvidas dessa travessia para o conhecimento.

&lt;p&gt;É assim, pois, que vejo esta poesia de Manoel de Andrade. Contudo,
sugiro que adquiram o livro CANTARES, onde vocês, caros leitores, vão-se
deliciar com a poética desse autor que me orgulha havê-lo conhecido.

&lt;p&gt; 

&lt;p&gt;Hasta la vista!!!

&lt;p&gt;__________

&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;br&gt;
&lt;/b&gt;&lt;span&gt;Cantares&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span&gt;Autor: Manoel de Andrade&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span&gt;Editora: &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:'Book Antiqua'"&gt;&lt;a href="http://www.escrituras.com.br/" target="_blank"&gt;Escrituras&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
&lt;span&gt;Páginas: 112&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span&gt;Formato: 14 x 21 cm&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span&gt;ISBN: 978-85-7531-256-8&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span&gt;&lt;a href="http://www.escrituras.com.br/" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:'Book Antiqua'"&gt;Preço: R$ 20,00&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:'Book Antiqua'"&gt;Escrituras Editora&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
&lt;span&gt;Rua Maestro Callia, 123 - Vila Mariana&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span&gt;04012-100 - São Paulo-SP&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span&gt;Novos telefones: &lt;/span&gt;&lt;span&gt;(11)
5904-4499&lt;/span&gt;

&lt;div style=""&gt;&lt;br clear=all&gt;

&lt;hr align=left size=1 width="33%"&gt;



&lt;div style=""&gt;

&lt;p&gt;&lt;a style="" href="#_ftnref1" title=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua'"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;
João Batista do Lago é &lt;i style=""&gt;jornalista, poeta,
escritor, ensaísta e pesquisador. É maranhense, mas reside em Curitiba há&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;anos&lt;/i&gt;.

&lt;/div&gt;

&lt;/div&gt;

&lt;img src="http://c.services.spaces.live.com/CollectionWebService/c.gif?cid=-9039481155781427505&amp;page=RSS%3a+Viajando+no+%22Veleiro%22+de+Manoel+de+Andrade&amp;referrer=" width="1px" height="1px" border="0" alt=""&gt;&lt;img style="position:absolute" alt="" width="0px" height="0px" src="http://c.live.com/c.gif?NC=31263&amp;amp;NA=1149&amp;amp;PI=73329&amp;amp;RF=&amp;amp;DI=3919&amp;amp;PS=85545&amp;amp;TP=joaobatistalago.spaces.live.com&amp;amp;GT1=joaobatistalago"&gt;</description><comments>http://joaobatistalago.spaces.live.com/Blog/cns!828D4FC833CF7ECF!747.entry#comment</comments><guid isPermaLink="true">http://joaobatistalago.spaces.live.com/Blog/cns!828D4FC833CF7ECF!747.entry</guid><pubDate>Wed, 26 Mar 2008 23:14:01 GMT</pubDate><slash:comments>0</slash:comments><msn:type>blogentry</msn:type><live:type>blogentry</live:type><live:typelabel>Blog entry</live:typelabel><wfw:commentRss>http://joaobatistalago.spaces.live.com/blog/cns!828D4FC833CF7ECF!747/comments/feed.rss</wfw:commentRss><wfw:comment>http://joaobatistalago.spaces.live.com/Blog/cns!828D4FC833CF7ECF!747.entry#comment</wfw:comment><dcterms:modified>2008-03-26T23:14:01Z</dcterms:modified></item></channel></rss>