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&lt;p&gt;&lt;b style=""&gt;VIAJANDO NO VELEIRO
DE MANOEL DE ANDRADE&lt;/b&gt;

&lt;p&gt; 

&lt;p&gt;© De João Batista do Lago&lt;a style="" href="#_ftn1" title=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:12pt;font-family:'Book Antiqua'"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;

&lt;p&gt; 

&lt;p&gt;A saudade é um sentimento que soi ocorre à língua portuguesa
tentar expressá-la concretamente, realmente.

&lt;p&gt;Nenhum outro idioma consegue, como o português, aproximar-se
desse fenômeno que invade a alma humana e que, por mais que nos expressemos,
seja por que forma ou género for, sempre faltará “algo” que jamais conseguirá
ser dito a respeito desse “sujeito” que é gerado abstrativamente no mais íntimo
de cada um.

&lt;p&gt;A saudade é um substantivo feminino abstrato.

&lt;p&gt;Isso, de per se, revela o grau das dificuldades que temos em
“tra-duzir”, ou seja, transportar o sentimento para a palavra (fala = língua)
falada, escrita ou ideografada, exatamente porque esse sentimento é sempre uma
abstração ou é, sempre fruto do abstrato existencial do ser.

&lt;p&gt;Agora, quem dentre os mortais que falam o idioma português
mais se aproxima de expressar, concretamente, esse fenômeno?

&lt;p&gt;Ouso responder:

&lt;p&gt;- O Artista. Sim, os artistas são em-si, de-si, para-si e
para além-de-si o ser e o tempo, que há um só tempo sugerem a &lt;i style=""&gt;cri-ação&lt;/i&gt; da transferência do sentimento
para o campo real, isto é, para realidade temporal, pois são os senhores dos
sentimentos e das sensações.

&lt;p&gt;Agora, quem dentre os mortais artistas que falam o idioma
protuguês são capazes de, ainda mais, se aproximarem da concreção desse
sentimento, dessa sensação:

&lt;p&gt;Ouso responder:

&lt;p&gt;- Os Poetas. Estes pintam quadros imaginários de todos os
tamanhos, de todas as cores, de todos os graus, de todas as dimensões, de todas
as gradações, com todos os amores ou com todos os horrores possíveis e
impossíveis à capacidade de observação do indivíduo. E mais: em todo Ser; em
todo Espaço.

&lt;p&gt; 

&lt;p&gt;* * * * *

&lt;p&gt; 

&lt;p&gt;Este micro comentário introdutório me foi exigido a partir
de uma tipologia de auto-analítica do conhecimento para poder falar sobre “uma”
(enfatizo uma porque há muitas outras de igual beleza estético-conteudística)
poesia (poesia e não tão-somente Soneto) de um poeta que o conheci
recentemente: Manoel de Andrade, que estreou recentemente um livro de poesias
editado pela editora Escritura, e que já aparece na lista dos 100 mais
vendidos.

&lt;p&gt; 

&lt;p&gt;Esta é a poesia:

&lt;p&gt; 

&lt;p&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;VELEIRO&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt; &lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;Mar afora, mar adentro&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;lá vai singrando um
veleiro&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;quem dera ser
passageiro&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;pra correr nas mãos do
vento.&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt; &lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;Mar adentro, mar afora&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;como navega ligeiro&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;cruzando este golfo
inteiro&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;nas cores vivas da
aurora.&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt; &lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;Onde vais assim tão
cedo&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;rumo à Ilha do
Arvoredo&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;levando meu coração…?&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt; &lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;Vou navegando contigo&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;meus olhos te seguem,
amigo,&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;perdidos na imensidão.&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;__________&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;Baia de Zimbros,
janeiro de 2005.&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;Do livro CANTARES,
editado pela Escritura&lt;/i&gt;.

&lt;p&gt; 

&lt;p&gt;À primeira vista, ou seja, à primeira leitura somos tomados
por um sentimento de jovialidade. Explico: se não lemos esta poesia com os
olhos de ver e com a consciência do entendimento, com um certo grau de conhecimento
ontológico, podemos tê-la e vê-la como uma poesia principiante, e de
principiante. Ledo engano! E quão maravilhoso engano percebe-se quando a lemos
uma, duas, três… vezes.

&lt;p&gt;“&lt;i style=""&gt;Veleiro&lt;/i&gt;” é dessas
poesias que nos chegam ao íntimo sem a marca do tempo cronológico, sem o
emblema de um espaço pré-definido ou definido, além do Tempo e do Espaço que
são-de-si essentes. “&lt;i style=""&gt;Veleiro&lt;/i&gt;” é
atemporal! E aqui reside, desde sempre, o “segredo” desta poesia: é um
Universal! E que Universal é este?: a Alma! E que alma é esta?: a Saudade!

&lt;p&gt;Cada palavra-contexto desta poesia é produzida de saudade
com a alma da saudade: passageiro singrando um mar externo e externo de
sentimentos e sensações.

&lt;p&gt;Ensina-nos o “velho” Hegel que a &lt;i style=""&gt;Alma&lt;/i&gt; sensitiva tem três estágios: (1) a alma senciente em sua
IMEDIATIDADE – (&lt;i style=""&gt;quem dera ser passageiro&lt;/i&gt;)
-, ou vida de sentimento, uma vaga consciência da condição corpórea, associada
principalmente à vida intra-uterina; (2) o sentimento de si – (&lt;i style=""&gt;cruzando este golfo inteiro&lt;/i&gt;) -, uma vaga
consciência de si como indivíduo em contraste com, mas não absorvido em, seus
sentimentos particulares: egoísmo, por exemplo, o que é diferente de
autoconsciência reflexiva; (3) o hábito, no qual, por constante repetição,
sensações e sentimentos tornam-se familiares e, portanto, menos salientes – (&lt;i style=""&gt;levando meu coração… meus olhos te seguem,
amigo&lt;/i&gt;). Ter hábito é distanciar-se, melhor dizendo, libertar-se dos
sentimentos e das sensações. Ou seja: “&lt;i style=""&gt;Veleiro&lt;/i&gt;”
é o sentimento e a sensação interiorizados e externalizados, mas desprendidos
do Eu, o que em essência gera a “alma real”, noutras palavras: a consciência do
si, de-si e no em-si.

&lt;p&gt;Enfim, “&lt;i style=""&gt;Veleiro&lt;/i&gt;”,
aos meus olhos, é um eterno vir a ser num “&lt;i style=""&gt;mar
adentro/ mar afora&lt;/i&gt;” do “sujeito abstrato” que pretende ser-si&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;“sujeito real” num eterno (= temporalidade)
vir-a-ser a idéia essente, ou seja, o sujeito real capaz de tran(s)-duzir-si em
consciência plena.

&lt;p&gt;“&lt;i style=""&gt;lá vai sangrando um
veleiro&lt;/i&gt;” indica, pois, aos meus olhos, um corpo de pensamentos que
impulsionam à Verdade; o “&lt;i style=""&gt;golfo&lt;/i&gt;” é a
porta de passagem para o conhecimento dessa verdade, ou seja: “&lt;i style=""&gt;rumo à Ilha do Arvoredo/ levando meu coração…&lt;/i&gt;”;
“&lt;i style=""&gt;mar afora, mar adentro&lt;/i&gt;”, a teimosia,
ou seja, as dúvidas dessa travessia para o conhecimento.

&lt;p&gt;É assim, pois, que vejo esta poesia de Manoel de Andrade. Contudo,
sugiro que adquiram o livro CANTARES, onde vocês, caros leitores, vão-se
deliciar com a poética desse autor que me orgulha havê-lo conhecido.

&lt;p&gt; 

&lt;p&gt;Hasta la vista!!!

&lt;p&gt;__________

&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;br&gt;
&lt;/b&gt;&lt;span&gt;Cantares&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span&gt;Autor: Manoel de Andrade&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span&gt;Editora: &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:'Book Antiqua'"&gt;&lt;a href="http://www.escrituras.com.br/" target="_blank"&gt;Escrituras&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
&lt;span&gt;Páginas: 112&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span&gt;Formato: 14 x 21 cm&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span&gt;ISBN: 978-85-7531-256-8&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span&gt;&lt;a href="http://www.escrituras.com.br/" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:'Book Antiqua'"&gt;Preço: R$ 20,00&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:'Book Antiqua'"&gt;Escrituras Editora&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
&lt;span&gt;Rua Maestro Callia, 123 - Vila Mariana&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span&gt;04012-100 - São Paulo-SP&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span&gt;Novos telefones: &lt;/span&gt;&lt;span&gt;(11)
5904-4499&lt;/span&gt;

&lt;div style=""&gt;&lt;br clear=all&gt;

&lt;hr align=left size=1 width="33%"&gt;



&lt;div style=""&gt;

&lt;p&gt;&lt;a style="" href="#_ftnref1" title=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua'"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;
João Batista do Lago é &lt;i style=""&gt;jornalista, poeta,
escritor, ensaísta e pesquisador. É maranhense, mas reside em Curitiba há&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;anos&lt;/i&gt;.

&lt;/div&gt;

&lt;/div&gt;

&lt;img src="http://c.services.spaces.live.com/CollectionWebService/c.gif?cid=-9039481155781427505&amp;page=RSS%3a+Viajando+no+%22Veleiro%22+de+Manoel+de+Andrade&amp;referrer=" width="1px" height="1px" border="0" alt=""&gt;&lt;img style="position:absolute" alt="" width="0px" height="0px" src="http://c.live.com/c.gif?NC=31263&amp;amp;NA=1149&amp;amp;PI=73329&amp;amp;RF=&amp;amp;DI=3919&amp;amp;PS=85545&amp;amp;TP=joaobatistalago.spaces.live.com&amp;amp;GT1=joaobatistalago"&gt;</description><category>Books</category><comments>http://joaobatistalago.spaces.live.com/Blog/cns!828D4FC833CF7ECF!749.entry#comment</comments><guid isPermaLink="true">http://joaobatistalago.spaces.live.com/Blog/cns!828D4FC833CF7ECF!749.entry</guid><pubDate>Wed, 26 Mar 2008 23:14:03 GMT</pubDate><slash:comments>0</slash:comments><msn:type>blogentry</msn:type><live:type>blogentry</live:type><live:typelabel>Blog entry</live:typelabel><wfw:commentRss>http://joaobatistalago.spaces.live.com/blog/cns!828D4FC833CF7ECF!749/comments/feed.rss</wfw:commentRss><wfw:comment>http://joaobatistalago.spaces.live.com/Blog/cns!828D4FC833CF7ECF!749.entry#comment</wfw:comment><dcterms:modified>2008-03-26T23:14:03Z</dcterms:modified></item><item><title>Viajando no "Veleiro" de Manoel de Andrade</title><link>http://joaobatistalago.spaces.live.com/Blog/cns!828D4FC833CF7ECF!748.entry</link><description> 

&lt;p&gt;&lt;b style=""&gt;VIAJANDO NO VELEIRO
DE MANOEL DE ANDRADE&lt;/b&gt;

&lt;p&gt; 

&lt;p&gt;© De João Batista do Lago&lt;a style="" href="#_ftn1" title=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:12pt;font-family:'Book Antiqua'"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;

&lt;p&gt; 

&lt;p&gt;A saudade é um sentimento que soi ocorre à língua portuguesa
tentar expressá-la concretamente, realmente.

&lt;p&gt;Nenhum outro idioma consegue, como o português, aproximar-se
desse fenômeno que invade a alma humana e que, por mais que nos expressemos,
seja por que forma ou género for, sempre faltará “algo” que jamais conseguirá
ser dito a respeito desse “sujeito” que é gerado abstrativamente no mais íntimo
de cada um.

&lt;p&gt;A saudade é um substantivo feminino abstrato.

&lt;p&gt;Isso, de per se, revela o grau das dificuldades que temos em
“tra-duzir”, ou seja, transportar o sentimento para a palavra (fala = língua)
falada, escrita ou ideografada, exatamente porque esse sentimento é sempre uma
abstração ou é, sempre fruto do abstrato existencial do ser.

&lt;p&gt;Agora, quem dentre os mortais que falam o idioma português
mais se aproxima de expressar, concretamente, esse fenômeno?

&lt;p&gt;Ouso responder:

&lt;p&gt;- O Artista. Sim, os artistas são em-si, de-si, para-si e
para além-de-si o ser e o tempo, que há um só tempo sugerem a &lt;i style=""&gt;cri-ação&lt;/i&gt; da transferência do sentimento
para o campo real, isto é, para realidade temporal, pois são os senhores dos
sentimentos e das sensações.

&lt;p&gt;Agora, quem dentre os mortais artistas que falam o idioma
protuguês são capazes de, ainda mais, se aproximarem da concreção desse
sentimento, dessa sensação:

&lt;p&gt;Ouso responder:

&lt;p&gt;- Os Poetas. Estes pintam quadros imaginários de todos os
tamanhos, de todas as cores, de todos os graus, de todas as dimensões, de todas
as gradações, com todos os amores ou com todos os horrores possíveis e
impossíveis à capacidade de observação do indivíduo. E mais: em todo Ser; em
todo Espaço.

&lt;p&gt; 

&lt;p&gt;* * * * *

&lt;p&gt; 

&lt;p&gt;Este micro comentário introdutório me foi exigido a partir
de uma tipologia de auto-analítica do conhecimento para poder falar sobre “uma”
(enfatizo uma porque há muitas outras de igual beleza estético-conteudística)
poesia (poesia e não tão-somente Soneto) de um poeta que o conheci
recentemente: Manoel de Andrade, que estreou recentemente um livro de poesias
editado pela editora Escritura, e que já aparece na lista dos 100 mais
vendidos.

&lt;p&gt; 

&lt;p&gt;Esta é a poesia:

&lt;p&gt; 

&lt;p&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;VELEIRO&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt; &lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;Mar afora, mar adentro&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;lá vai singrando um
veleiro&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;quem dera ser
passageiro&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;pra correr nas mãos do
vento.&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt; &lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;Mar adentro, mar afora&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;como navega ligeiro&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;cruzando este golfo
inteiro&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;nas cores vivas da
aurora.&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt; &lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;Onde vais assim tão
cedo&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;rumo à Ilha do
Arvoredo&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;levando meu coração…?&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt; &lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;Vou navegando contigo&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;meus olhos te seguem,
amigo,&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;perdidos na imensidão.&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;__________&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;Baia de Zimbros,
janeiro de 2005.&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;Do livro CANTARES,
editado pela Escritura&lt;/i&gt;.

&lt;p&gt; 

&lt;p&gt;À primeira vista, ou seja, à primeira leitura somos tomados
por um sentimento de jovialidade. Explico: se não lemos esta poesia com os
olhos de ver e com a consciência do entendimento, com um certo grau de conhecimento
ontológico, podemos tê-la e vê-la como uma poesia principiante, e de
principiante. Ledo engano! E quão maravilhoso engano percebe-se quando a lemos
uma, duas, três… vezes.

&lt;p&gt;“&lt;i style=""&gt;Veleiro&lt;/i&gt;” é dessas
poesias que nos chegam ao íntimo sem a marca do tempo cronológico, sem o
emblema de um espaço pré-definido ou definido, além do Tempo e do Espaço que
são-de-si essentes. “&lt;i style=""&gt;Veleiro&lt;/i&gt;” é
atemporal! E aqui reside, desde sempre, o “segredo” desta poesia: é um
Universal! E que Universal é este?: a Alma! E que alma é esta?: a Saudade!

&lt;p&gt;Cada palavra-contexto desta poesia é produzida de saudade
com a alma da saudade: passageiro singrando um mar externo e externo de
sentimentos e sensações.

&lt;p&gt;Ensina-nos o “velho” Hegel que a &lt;i style=""&gt;Alma&lt;/i&gt; sensitiva tem três estágios: (1) a alma senciente em sua
IMEDIATIDADE – (&lt;i style=""&gt;quem dera ser passageiro&lt;/i&gt;)
-, ou vida de sentimento, uma vaga consciência da condição corpórea, associada
principalmente à vida intra-uterina; (2) o sentimento de si – (&lt;i style=""&gt;cruzando este golfo inteiro&lt;/i&gt;) -, uma vaga
consciência de si como indivíduo em contraste com, mas não absorvido em, seus
sentimentos particulares: egoísmo, por exemplo, o que é diferente de
autoconsciência reflexiva; (3) o hábito, no qual, por constante repetição,
sensações e sentimentos tornam-se familiares e, portanto, menos salientes – (&lt;i style=""&gt;levando meu coração… meus olhos te seguem,
amigo&lt;/i&gt;). Ter hábito é distanciar-se, melhor dizendo, libertar-se dos
sentimentos e das sensações. Ou seja: “&lt;i style=""&gt;Veleiro&lt;/i&gt;”
é o sentimento e a sensação interiorizados e externalizados, mas desprendidos
do Eu, o que em essência gera a “alma real”, noutras palavras: a consciência do
si, de-si e no em-si.

&lt;p&gt;Enfim, “&lt;i style=""&gt;Veleiro&lt;/i&gt;”,
aos meus olhos, é um eterno vir a ser num “&lt;i style=""&gt;mar
adentro/ mar afora&lt;/i&gt;” do “sujeito abstrato” que pretende ser-si&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;“sujeito real” num eterno (= temporalidade)
vir-a-ser a idéia essente, ou seja, o sujeito real capaz de tran(s)-duzir-si em
consciência plena.

&lt;p&gt;“&lt;i style=""&gt;lá vai sangrando um
veleiro&lt;/i&gt;” indica, pois, aos meus olhos, um corpo de pensamentos que
impulsionam à Verdade; o “&lt;i style=""&gt;golfo&lt;/i&gt;” é a
porta de passagem para o conhecimento dessa verdade, ou seja: “&lt;i style=""&gt;rumo à Ilha do Arvoredo/ levando meu coração…&lt;/i&gt;”;
“&lt;i style=""&gt;mar afora, mar adentro&lt;/i&gt;”, a teimosia,
ou seja, as dúvidas dessa travessia para o conhecimento.

&lt;p&gt;É assim, pois, que vejo esta poesia de Manoel de Andrade. Contudo,
sugiro que adquiram o livro CANTARES, onde vocês, caros leitores, vão-se
deliciar com a poética desse autor que me orgulha havê-lo conhecido.

&lt;p&gt; 

&lt;p&gt;Hasta la vista!!!

&lt;p&gt;__________

&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;br&gt;
&lt;/b&gt;&lt;span&gt;Cantares&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span&gt;Autor: Manoel de Andrade&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span&gt;Editora: &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:'Book Antiqua'"&gt;&lt;a href="http://www.escrituras.com.br/" target="_blank"&gt;Escrituras&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
&lt;span&gt;Páginas: 112&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span&gt;Formato: 14 x 21 cm&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span&gt;ISBN: 978-85-7531-256-8&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span&gt;&lt;a href="http://www.escrituras.com.br/" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:'Book Antiqua'"&gt;Preço: R$ 20,00&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:'Book Antiqua'"&gt;Escrituras Editora&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
&lt;span&gt;Rua Maestro Callia, 123 - Vila Mariana&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span&gt;04012-100 - São Paulo-SP&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span&gt;Novos telefones: &lt;/span&gt;&lt;span&gt;(11)
5904-4499&lt;/span&gt;

&lt;div style=""&gt;&lt;br clear=all&gt;

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&lt;div style=""&gt;

&lt;p&gt;&lt;a style="" href="#_ftnref1" title=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua'"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;
João Batista do Lago é &lt;i style=""&gt;jornalista, poeta,
escritor, ensaísta e pesquisador. É maranhense, mas reside em Curitiba há&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;anos&lt;/i&gt;.

&lt;/div&gt;

&lt;/div&gt;

&lt;img src="http://c.services.spaces.live.com/CollectionWebService/c.gif?cid=-9039481155781427505&amp;page=RSS%3a+Viajando+no+%22Veleiro%22+de+Manoel+de+Andrade&amp;referrer=" width="1px" height="1px" border="0" alt=""&gt;&lt;img style="position:absolute" alt="" width="0px" height="0px" src="http://c.live.com/c.gif?NC=31263&amp;amp;NA=1149&amp;amp;PI=73329&amp;amp;RF=&amp;amp;DI=3919&amp;amp;PS=85545&amp;amp;TP=joaobatistalago.spaces.live.com&amp;amp;GT1=joaobatistalago"&gt;</description><category>Books</category><comments>http://joaobatistalago.spaces.live.com/Blog/cns!828D4FC833CF7ECF!748.entry#comment</comments><guid isPermaLink="true">http://joaobatistalago.spaces.live.com/Blog/cns!828D4FC833CF7ECF!748.entry</guid><pubDate>Wed, 26 Mar 2008 23:14:02 GMT</pubDate><slash:comments>0</slash:comments><msn:type>blogentry</msn:type><live:type>blogentry</live:type><live:typelabel>Blog entry</live:typelabel><wfw:commentRss>http://joaobatistalago.spaces.live.com/blog/cns!828D4FC833CF7ECF!748/comments/feed.rss</wfw:commentRss><wfw:comment>http://joaobatistalago.spaces.live.com/Blog/cns!828D4FC833CF7ECF!748.entry#comment</wfw:comment><dcterms:modified>2008-03-26T23:14:02Z</dcterms:modified></item><item><title>Viajando no "Veleiro" de Manoel de Andrade</title><link>http://joaobatistalago.spaces.live.com/Blog/cns!828D4FC833CF7ECF!747.entry</link><description> 

&lt;p&gt;&lt;b style=""&gt;VIAJANDO NO VELEIRO
DE MANOEL DE ANDRADE&lt;/b&gt;

&lt;p&gt; 

&lt;p&gt;© De João Batista do Lago&lt;a style="" href="#_ftn1" title=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:12pt;font-family:'Book Antiqua'"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;

&lt;p&gt; 

&lt;p&gt;A saudade é um sentimento que soi ocorre à língua portuguesa
tentar expressá-la concretamente, realmente.

&lt;p&gt;Nenhum outro idioma consegue, como o português, aproximar-se
desse fenômeno que invade a alma humana e que, por mais que nos expressemos,
seja por que forma ou género for, sempre faltará “algo” que jamais conseguirá
ser dito a respeito desse “sujeito” que é gerado abstrativamente no mais íntimo
de cada um.

&lt;p&gt;A saudade é um substantivo feminino abstrato.

&lt;p&gt;Isso, de per se, revela o grau das dificuldades que temos em
“tra-duzir”, ou seja, transportar o sentimento para a palavra (fala = língua)
falada, escrita ou ideografada, exatamente porque esse sentimento é sempre uma
abstração ou é, sempre fruto do abstrato existencial do ser.

&lt;p&gt;Agora, quem dentre os mortais que falam o idioma português
mais se aproxima de expressar, concretamente, esse fenômeno?

&lt;p&gt;Ouso responder:

&lt;p&gt;- O Artista. Sim, os artistas são em-si, de-si, para-si e
para além-de-si o ser e o tempo, que há um só tempo sugerem a &lt;i style=""&gt;cri-ação&lt;/i&gt; da transferência do sentimento
para o campo real, isto é, para realidade temporal, pois são os senhores dos
sentimentos e das sensações.

&lt;p&gt;Agora, quem dentre os mortais artistas que falam o idioma
protuguês são capazes de, ainda mais, se aproximarem da concreção desse
sentimento, dessa sensação:

&lt;p&gt;Ouso responder:

&lt;p&gt;- Os Poetas. Estes pintam quadros imaginários de todos os
tamanhos, de todas as cores, de todos os graus, de todas as dimensões, de todas
as gradações, com todos os amores ou com todos os horrores possíveis e
impossíveis à capacidade de observação do indivíduo. E mais: em todo Ser; em
todo Espaço.

&lt;p&gt; 

&lt;p&gt;* * * * *

&lt;p&gt; 

&lt;p&gt;Este micro comentário introdutório me foi exigido a partir
de uma tipologia de auto-analítica do conhecimento para poder falar sobre “uma”
(enfatizo uma porque há muitas outras de igual beleza estético-conteudística)
poesia (poesia e não tão-somente Soneto) de um poeta que o conheci
recentemente: Manoel de Andrade, que estreou recentemente um livro de poesias
editado pela editora Escritura, e que já aparece na lista dos 100 mais
vendidos.

&lt;p&gt; 

&lt;p&gt;Esta é a poesia:

&lt;p&gt; 

&lt;p&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;VELEIRO&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt; &lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;Mar afora, mar adentro&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;lá vai singrando um
veleiro&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;quem dera ser
passageiro&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;pra correr nas mãos do
vento.&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt; &lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;Mar adentro, mar afora&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;como navega ligeiro&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;cruzando este golfo
inteiro&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;nas cores vivas da
aurora.&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt; &lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;Onde vais assim tão
cedo&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;rumo à Ilha do
Arvoredo&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;levando meu coração…?&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt; &lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;Vou navegando contigo&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;meus olhos te seguem,
amigo,&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;perdidos na imensidão.&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;__________&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;Baia de Zimbros,
janeiro de 2005.&lt;/i&gt;

&lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;Do livro CANTARES,
editado pela Escritura&lt;/i&gt;.

&lt;p&gt; 

&lt;p&gt;À primeira vista, ou seja, à primeira leitura somos tomados
por um sentimento de jovialidade. Explico: se não lemos esta poesia com os
olhos de ver e com a consciência do entendimento, com um certo grau de conhecimento
ontológico, podemos tê-la e vê-la como uma poesia principiante, e de
principiante. Ledo engano! E quão maravilhoso engano percebe-se quando a lemos
uma, duas, três… vezes.

&lt;p&gt;“&lt;i style=""&gt;Veleiro&lt;/i&gt;” é dessas
poesias que nos chegam ao íntimo sem a marca do tempo cronológico, sem o
emblema de um espaço pré-definido ou definido, além do Tempo e do Espaço que
são-de-si essentes. “&lt;i style=""&gt;Veleiro&lt;/i&gt;” é
atemporal! E aqui reside, desde sempre, o “segredo” desta poesia: é um
Universal! E que Universal é este?: a Alma! E que alma é esta?: a Saudade!

&lt;p&gt;Cada palavra-contexto desta poesia é produzida de saudade
com a alma da saudade: passageiro singrando um mar externo e externo de
sentimentos e sensações.

&lt;p&gt;Ensina-nos o “velho” Hegel que a &lt;i style=""&gt;Alma&lt;/i&gt; sensitiva tem três estágios: (1) a alma senciente em sua
IMEDIATIDADE – (&lt;i style=""&gt;quem dera ser passageiro&lt;/i&gt;)
-, ou vida de sentimento, uma vaga consciência da condição corpórea, associada
principalmente à vida intra-uterina; (2) o sentimento de si – (&lt;i style=""&gt;cruzando este golfo inteiro&lt;/i&gt;) -, uma vaga
consciência de si como indivíduo em contraste com, mas não absorvido em, seus
sentimentos particulares: egoísmo, por exemplo, o que é diferente de
autoconsciência reflexiva; (3) o hábito, no qual, por constante repetição,
sensações e sentimentos tornam-se familiares e, portanto, menos salientes – (&lt;i style=""&gt;levando meu coração… meus olhos te seguem,
amigo&lt;/i&gt;). Ter hábito é distanciar-se, melhor dizendo, libertar-se dos
sentimentos e das sensações. Ou seja: “&lt;i style=""&gt;Veleiro&lt;/i&gt;”
é o sentimento e a sensação interiorizados e externalizados, mas desprendidos
do Eu, o que em essência gera a “alma real”, noutras palavras: a consciência do
si, de-si e no em-si.

&lt;p&gt;Enfim, “&lt;i style=""&gt;Veleiro&lt;/i&gt;”,
aos meus olhos, é um eterno vir a ser num “&lt;i style=""&gt;mar
adentro/ mar afora&lt;/i&gt;” do “sujeito abstrato” que pretende ser-si&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;“sujeito real” num eterno (= temporalidade)
vir-a-ser a idéia essente, ou seja, o sujeito real capaz de tran(s)-duzir-si em
consciência plena.

&lt;p&gt;“&lt;i style=""&gt;lá vai sangrando um
veleiro&lt;/i&gt;” indica, pois, aos meus olhos, um corpo de pensamentos que
impulsionam à Verdade; o “&lt;i style=""&gt;golfo&lt;/i&gt;” é a
porta de passagem para o conhecimento dessa verdade, ou seja: “&lt;i style=""&gt;rumo à Ilha do Arvoredo/ levando meu coração…&lt;/i&gt;”;
“&lt;i style=""&gt;mar afora, mar adentro&lt;/i&gt;”, a teimosia,
ou seja, as dúvidas dessa travessia para o conhecimento.

&lt;p&gt;É assim, pois, que vejo esta poesia de Manoel de Andrade. Contudo,
sugiro que adquiram o livro CANTARES, onde vocês, caros leitores, vão-se
deliciar com a poética desse autor que me orgulha havê-lo conhecido.

&lt;p&gt; 

&lt;p&gt;Hasta la vista!!!

&lt;p&gt;__________

&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;br&gt;
&lt;/b&gt;&lt;span&gt;Cantares&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span&gt;Autor: Manoel de Andrade&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span&gt;Editora: &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:'Book Antiqua'"&gt;&lt;a href="http://www.escrituras.com.br/" target="_blank"&gt;Escrituras&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
&lt;span&gt;Páginas: 112&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span&gt;Formato: 14 x 21 cm&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span&gt;ISBN: 978-85-7531-256-8&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span&gt;&lt;a href="http://www.escrituras.com.br/" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:'Book Antiqua'"&gt;Preço: R$ 20,00&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:'Book Antiqua'"&gt;Escrituras Editora&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
&lt;span&gt;Rua Maestro Callia, 123 - Vila Mariana&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span&gt;04012-100 - São Paulo-SP&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span&gt;Novos telefones: &lt;/span&gt;&lt;span&gt;(11)
5904-4499&lt;/span&gt;

&lt;div style=""&gt;&lt;br clear=all&gt;

&lt;hr align=left size=1 width="33%"&gt;



&lt;div style=""&gt;

&lt;p&gt;&lt;a style="" href="#_ftnref1" title=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua'"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;
João Batista do Lago é &lt;i style=""&gt;jornalista, poeta,
escritor, ensaísta e pesquisador. É maranhense, mas reside em Curitiba há&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;anos&lt;/i&gt;.

&lt;/div&gt;

&lt;/div&gt;

&lt;img src="http://c.services.spaces.live.com/CollectionWebService/c.gif?cid=-9039481155781427505&amp;page=RSS%3a+Viajando+no+%22Veleiro%22+de+Manoel+de+Andrade&amp;referrer=" width="1px" height="1px" border="0" alt=""&gt;&lt;img style="position:absolute" alt="" width="0px" height="0px" src="http://c.live.com/c.gif?NC=31263&amp;amp;NA=1149&amp;amp;PI=73329&amp;amp;RF=&amp;amp;DI=3919&amp;amp;PS=85545&amp;amp;TP=joaobatistalago.spaces.live.com&amp;amp;GT1=joaobatistalago"&gt;</description><category>Books</category><comments>http://joaobatistalago.spaces.live.com/Blog/cns!828D4FC833CF7ECF!747.entry#comment</comments><guid isPermaLink="true">http://joaobatistalago.spaces.live.com/Blog/cns!828D4FC833CF7ECF!747.entry</guid><pubDate>Wed, 26 Mar 2008 23:14:01 GMT</pubDate><slash:comments>0</slash:comments><msn:type>blogentry</msn:type><live:type>blogentry</live:type><live:typelabel>Blog entry</live:typelabel><wfw:commentRss>http://joaobatistalago.spaces.live.com/blog/cns!828D4FC833CF7ECF!747/comments/feed.rss</wfw:commentRss><wfw:comment>http://joaobatistalago.spaces.live.com/Blog/cns!828D4FC833CF7ECF!747.entry#comment</wfw:comment><dcterms:modified>2008-03-26T23:14:01Z</dcterms:modified></item><item><title>SÁBADO POÉTICO</title><link>http://joaobatistalago.spaces.live.com/Blog/cns!828D4FC833CF7ECF!723.entry</link><description>&lt;div&gt;
&lt;p style="text-align:center" align=center&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:20pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;PARMÊNIDES DE ELÉIA – O Poeta do Ser&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; 
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt; 
&lt;p style="text-align:right" align=right&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Por &lt;b&gt;&lt;i&gt;João Batista do Lago&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt; 
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt; 
&lt;p style="text-indent:54pt"&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Ao iniciar este artigo devo dar conta do apaixonante amor que sinto pelo universo helênico. Trago em mim a concepção, melhor dizendo, a convicção conceitual que, ainda hoje, “&lt;b&gt;&lt;i&gt;sofremos&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;” deste mundo arcaico – o mundo Grego -, da conflituosidade do Ser e do não-Ser, assim como todas as suas conseqüências deletérias, insalubres ou mesmo venenosas para o estudo da ontologia ou da metafísica (ambas definem o estudo do ser em geral).&lt;/font&gt;&lt;/span&gt; 
&lt;p style="text-indent:54pt"&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Quando digo &lt;b&gt;&lt;i&gt;sofremos&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; tenho a nítida intenção de dizer, de inferir, que continuamos “&lt;i&gt;atolados&lt;/i&gt;” no pântano das incertezas humanas. Ainda hoje nos perguntamos: o que somos? O que fazemos aqui? Qual a função e o papel que exercemos? Qual a nossa destinação? Enfim...&lt;/font&gt;&lt;/span&gt; 
&lt;p style="text-indent:54pt"&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Ainda hoje não nos contentamos com quaisquer respostas.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt; 
&lt;p style="text-indent:54pt"&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Ainda hoje continuamos vasculhando o mais profundo de nossas cavernas na tentativa de nos descobrir, de nos desvendar, de nos desvelar, de nos revelar...&lt;/font&gt;&lt;/span&gt; 
&lt;p style="text-indent:54pt"&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;E para isso utilizamos-nos, o mais que possamos de nossas faculdades mentais na tentativa de sustentar a superioridade da interpretação racional do mundo e a negar a veracidade da percepção sensível.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt; 
&lt;p style="text-indent:54pt"&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;É exatamente neste ponto que Parmênides de Eléia, me atrai, pois, ver, ouvir, escutar, não produz certezas, apenas crenças e opiniões. Vale destacar que, já aqui, ele assevera que erra quem (como Heráclito, por exemplo) deixa-se enganar pelos sentidos e considera a realidade em devir, pois a transformação – uma passagem do ser a um não-ser – não é em si pensável: o &lt;b&gt;não-ser não é jamais pensável&lt;/b&gt;, não mais do que &lt;i&gt;ver a escuridão&lt;/i&gt; (o não-ser da luz) ou &lt;i&gt;escutar o silêncio&lt;/i&gt; (o não-ser do som).&lt;/font&gt;&lt;/span&gt; 
&lt;p style="text-indent:54pt"&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Neste artigo – insisto - pretendo debruçar-me sobre uma das figuras arcaicas que mais me chamam a atenção no universo helênico: &lt;b&gt;&lt;i&gt;Parmênides de Eléia&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, a quem defino não como um Filósofo – pura e tão-somente -, mas como um &lt;b&gt;&lt;i&gt;Poeta filosófico&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, portanto, o &lt;b&gt;Poeta do Ser&lt;/b&gt;. É com este poeta eleata que encontramos, ‘&lt;i&gt;conscientemente’&lt;/i&gt;, a origem do pensamento racional e, ainda, é com ele que vislumbramos a elaboração do método. Ouso afirmar, por inferição empírica, que, Descartes e Shakespeare, para ficar apenas nestes dois exemplos, por ora, dele se utilizaram. René Descartes é considerado, universalmente, o “pai” da filosofia moderna, e, William Shakespeare é considerado, universalmente, o “pai” do teatro moderno. Em Descartes encontramos a máxima conhecida de todos: “Penso: logo existo”. Em Shakespeare encontramos o aforismo: “Ser ou não-Ser, eis a questão”.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt; 
&lt;p style="text-indent:54pt"&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Ora, não é, pois, o Ser e o não-Ser, por excelência, o tema fundamental da poética Parmenidiana? Pois sim!&lt;/font&gt;&lt;/span&gt; 
&lt;p style="text-indent:54pt"&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Podemos dizer assim – e disso falam os filósofos do passado e do presente - desse pensador eleata – Parmênides -, sem medo de cometer nenhum erro, que o filho de Eléia era de uma grandeza perturbadora. O rigor de suas argumentações assim como a profundidade de suas análises levou Platão a defini-lo como “venerando” e “terrível”. Mas não só isso, o filósofo de Athenas – Platão – viu-se obrigado a dedicar um diálogo específico – o &lt;b&gt;&lt;i&gt;Parmênides&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; – ao filho de Eléia; reconhecê-lo como pai espiritual e confessar que ao discordar de algumas reflexões parmenidianas cometeria uma tipologia de “parricídio”.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt; 
&lt;p style="text-indent:54pt"&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Fica clara, assim, a imensa admiração que nutro por este poeta-filósofo (e de resto pelo universo grego) que, infelizmente, e apesar dos inúmeros estudos, pesquisas, escavações histórico-arqueológicas, nos legou, da sua obra, tão-somente 154 versos do poema filosófico &lt;i&gt;Sobre a Natureza&lt;/i&gt;. Deste proponho, neste artigo, as leituras 10-14 – estruturado em hexâmetros (versos de seis pés) e dividido em duas partes: &lt;i&gt;Verdade&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Opinião&lt;/i&gt;.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt; 
&lt;p style="text-indent:54pt"&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt; 
&lt;p&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:Tahoma"&gt;EM BUSCA DA VERDADE&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/font&gt; 
&lt;p style="text-indent:54pt"&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt; 
&lt;p style="text-indent:54pt"&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Nas suas investigações filosóficas Parmênides impõe-se, a si, uma questão até então (hipótese de muitos historiadores) não formulada de maneira tão racional: a busca do conhecimento do que “&lt;b&gt;&lt;i&gt;é&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;” &lt;i&gt;Verdade&lt;/i&gt; e do que “&lt;b&gt;&lt;i&gt;é&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;” &lt;i&gt;Opinião&lt;/i&gt;. Ele foge, assim, da visão puramente mítica, religiosa ou teológica – muito embora utilize como campo metafórico o abstracionismo dêitico-mítico tão comum naqueles tempos arcaicos – para inferir a racionalidade da sua abordagem poético-filosófica.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt; 
&lt;p style="text-indent:54pt"&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;É toda essa densidade simbólica introjetada no pensamento parmenidiano que cria dificuldades de interpretação do poema, sobretudo na parte primeira quando nos remete à metáfora da viagem. Vejamos:&lt;/font&gt;&lt;/span&gt; 
&lt;p style="text-indent:54pt"&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt; 
&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:10pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;As éguas que me levam até onde meu desejo quer chegar me acompanharam, após me conduzirem e me colocarem no caminho que diz muitas coisas,/ que pertence à divindade e que conduz o homem que sabe a todos os lugares./ Para lá fui levado.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; 
&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:10pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; 
&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:10pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;De fato, para lá me levaram as sagazes éguas, tirando meu carro,/ e as jovens a indicar o caminho./ O eixo do meão soltava um silvo agudo, incandescendo-se (porque premido entre dois rotantes, círculos de um lado e de outro),/ enquanto apressavam o passo, ao me acompanhar, as jovens Filhas do Sol,/ após deixar as casas da Noite, em direção à luz, retirando com as mãos os véus da cabeça.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; 
&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:10pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; 
&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:10pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Lá está a porta das veredas da Noite e do Dia,/ tendo nos dois extremos uma arquitrave e um umbral de pedra;/ e a porta, erguida no éter, é fechada por grandes batentes,/ dos quais a Justiça, que muito pune, tem as chaves que abrem e fecham.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; 
&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:10pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; 
&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:10pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;As jovens, então, dirigem-lhe suaves palavras,/ e sutilmente a persuadem a que os ferrolhos/ sem tardar removessem da porta. E logo esta, ao se abrir,/ dos batentes fez uma vasta abertura, fazendo girar/ nos gonzos, em sentido inverso, os brônzeos umbrais/ ajustados com pregos e com ombreiras. Logo, por lá, através da porta,/ direto para a estrada mestra, as jovens levaram carro e éguas.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; 
&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:10pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; 
&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:10pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;E a deusa benévola me acolheu, e com a sua mão a minha mão direita tomou,/ e assim começou a falar, dizendo-me:/ “Ó jovem, companheiro de imortais boleeiras, tu, que chegas conduzido pelas éguas à nossa morada, alegra-te, pois não foi infausto o destino que te fez percorrer este caminho/ (de fato ele está fora da via seguida pelos homens), mas a lei divina e a justiça”.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; 
&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:10pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; 
&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:10pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;“É preciso que tu tudo aprendas:/ o sólido coração da bem redonda Verdade/ e as opiniões dos mortais, nas quais não há verdadeira certeza./ E, no entanto, também isso aprenderás: como as coisas que parecem deviam verdadeiramente ser, sendo todas em todos os sentidos”.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; 
&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:10pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; 
&lt;p style="text-indent:54pt"&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Antes de tudo, porém, isto é, antes de definitivamente aventurar-me na análise da poemática do eleata, creio que se faz mister aqui introduzir uma questão que é indispensável para a compreensão da poética filosófica de Parmênides: sua poesia decorre de um processo da formação do universo grego, sobretudo no que consiste à Educação.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt; 
&lt;p style="text-indent:54pt"&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Nesse ponto, Parmênides não foge à regra helênica, qual seja, de considerar que a educação é o princípio por meio do qual o universo grego conserva e transmite para o presente (de) então e para a posteridade as peculiaridades físicas e espirituais.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt; 
&lt;p style="text-indent:54pt"&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Parmênides entende, desde logo e sempre, que o homem, como espécie animal, continua sendo sempre “&lt;b&gt;&lt;i&gt;um&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;” e a mesma coisa, mas ao mesmo tempo raciocina que somente o Homem consegue disseminar sua condição de ser social, tendo por base a vontade consciente e a razão. Assim é Parmênides!&lt;/font&gt;&lt;/span&gt; 
&lt;p style="text-indent:54pt"&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;E ouso dizer: aos meus olhos é com Parmênides que fica clara a idéia de que a Educação tem que ser um processo de construção consciente, &lt;i&gt;mesmo quando&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;apesar de&lt;/i&gt; ou &lt;i&gt;a partir de&lt;/i&gt;, admitimos que ele fosse oriundo da poética homérico-hesiódica, que já trouxera a preocupação com a formação do Homem grego, a &lt;b&gt;&lt;i&gt;Paidéia&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, por intermédio de um processo educativo. Mas é preciso dizer que as configurações homérico-hesiódicas eram construídas a partir do campo mítico, quero dizer, a Educação era, em síntese, uma dádiva dos deuses.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt; 
&lt;p style="text-indent:54pt"&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;O Ser, para esses poetas era um não-ser de si, ao contrário de Parmênides que inferiu a idéia do Ser de si. Idéia da construção consciente de si. Idéia do pensar a si. Idéia do pensar-se como “sujeito” (do discurso) responsável da categoria do existir – ou seja: do Ser. Idéia, afinal, do &lt;b&gt;&lt;i&gt;Antropocentrismo&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt; 
&lt;p style="text-indent:54pt"&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;E, para se inserir nesse campo ontológico, Parmênides, criara sua metodologia de investigação a partir de duas categorias: Verdade (alétheia) e Opinião (doxa), isto é, para ele era indispensável estabelecer um método dicotômico, onde, Opinião não passaria de mera crença que se baseia em dados sensíveis e perceptíveis, enquanto que a Verdade era a convicção baseada em argumentações racionais, mesmo quando essas argumentações parecem em total oposição às evidências sensíveis.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt; 
&lt;p style="text-indent:54pt"&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt; 
&lt;p style="text-align:center" align=center&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;* * *&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; 
&lt;p style="text-indent:54pt"&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt; 
&lt;p style="text-indent:54pt"&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Faço aqui um (novo) recorte para introduzir uma nova e ousada questão conceitual. Aos meus olhos é com Parmênides que vislumbramos (também) a essência do &lt;b&gt;&lt;i&gt;Discurso&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, ou seja, da &lt;b&gt;&lt;i&gt;Retórica&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, que será utilizada no futuro próximo e posterior.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt; 
&lt;p style="text-indent:54pt"&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Os sofistas Protágoras (o mais conhecido dos sofistas, após escrever que não se poderia afirmar que os deuses existem nem que não existem, foi acusado de sacrilégio, condenado e banido de Athenas) e Górgias (viajou por toda Grécia exercendo com sucesso a arte da retórica; era acompanhado de reconhecida fama de &lt;i&gt;dialético&lt;/i&gt;, capaz de cogitar raciocínios irrefutáveis como “&lt;i&gt;nada existe&lt;/i&gt;”, sua tese mais célebre), por exemplo, tornaram-se mestres nessa arte, ao ponto de escandalizarem os filósofos da época ao &lt;b&gt;&lt;i&gt;fazer do saber uma profissão&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, oferecendo aulas (pagas) de retórica e de eloqüência aos jovens da classe dirigente que pretendiam dedicar-se à carreira política.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt; 
&lt;p style="text-indent:54pt"&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Esse movimento é de uma importância histórica fenomenal, pois geraria um cosmopolitismo serial do pensamento e da cultura grega, e em especial da filosofia – em prosa ou verso -, impedindo que o saber grego ficasse, pura e tão-somente, nos limites das províncias helênicas. Os filósofos sofistas tinham por metodologia de ensino o princípio da &lt;b&gt;&lt;i&gt;Razão&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Isto lhes valera o epíteto de &lt;b&gt;&lt;i&gt;iluministas gregos&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt; 
&lt;p style="text-indent:54pt"&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Pois bem, a poética de Parmênides (também) introduz segundo essa minha observação empírica, o conceito de &lt;b&gt;&lt;i&gt;Verdade&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; no interior do discurso ao propor veemente contestação da &lt;b&gt;&lt;i&gt;corrupção&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (discordo daqueles que vêm nisso apenas antagonismo) da verdade pela opinião, isto é, ele criara aí a sua dialética meta-ontológica e sustentara (em minhas palavras) que o Ser é o sentido da Verdade e a Verdade o sentido do Ser. Noutras palavras o Ser só “é” quando “é” o Ser.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt; 
&lt;p style="text-align:left" align=left&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Assim, no seu discurso poético-filosófico, Parmênides introduz uma tipologia desesperada de necessidade de fazer sentido, de dar sentido, de constituir-se, de impregnar-se da “&lt;i&gt;pura&lt;/i&gt;” razão, e então, converte a &lt;b&gt;&lt;i&gt;V&lt;span&gt;erdade&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; na principal figura de linguagem, seja objetiva, seja subjetiva; noutras palavras em &lt;i&gt;Sujeito&lt;/i&gt; e em &lt;i&gt;não-Sujeito&lt;/i&gt;. É somente por ela que estabelecemos enunciados e conceitos. É somente por causa dela que nos insurgimos - ou não - contra ou a favor do dito e do não-dito. É somente por sua representação que criamos as linguagens culturais, sociais, políticas, econômicas, artísticas, poéticas, etc.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt; 
&lt;p style="text-align:left" align=left&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Sem o &lt;b&gt;&lt;i&gt;sentido da verdade&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; ou a &lt;b&gt;&lt;i&gt;verdade do sentido&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; pode-se dizer que tudo o mais não existira. Vida não houvera. E se esta (verdade = ser) não se dera tudo o mais inexistira. Este é o fundamento axiomático antropomórfico do Ser que “é” e do Ser que “não-é”, mas ao mesmo tempo do “Ser que não-é” e do “não-Ser que é”. Essa é a equação complicada do pensamento parmenidiano. Assim é Parmênides!&lt;/font&gt;&lt;/span&gt; 
&lt;p style="text-align:left" align=left&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;E essa equação virá a ser sustentada ou negada com veemência no futuro por uma plêiade de pensadores – sobretudo por Platão - do mundo antigo e do mundo moderno.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt; 
&lt;p style="text-align:left" align=left&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Tomando, pois, este axioma como verdadeiro poder-se-á aduzir novos argumentos advenientes - &lt;i&gt;ad valorem&lt;/i&gt; - como se fora uma advecção transferencial de um tipo de massa metafísica que se movimenta concretamente em direção a um materialismo não-científico, não-histórico ou historicista, mas &lt;i&gt;metarracional&lt;/i&gt;, ou se racionaliza no calor do &lt;i&gt;Logos&lt;/i&gt;&lt;span&gt; (saber racional = somente o ser pode ser pensado = Verdade)&lt;/span&gt; do locutor e do ouvinte (audiência).&lt;/font&gt;&lt;/span&gt; 
&lt;p style="text-align:left" align=left&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;É nisso que compreendo a tentativa desesperada de fazer sentido de Parmênides como práxis constitutiva do real e do não-real, principalmente no caso do discurso da forma (Ser), onde se percebe com mais agudeza essa relação hedonista da verdade como fonte de um determinado tipo de prazer imediato do indivíduo que fala, isto é, do sujeito do discurso verdadeiro.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt; 
&lt;p style="text-align:left" align=left&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Pois bem, esses primeiros versos – assim podemos defini-los - são o &lt;i&gt;Prólogo&lt;/i&gt; do discurso poético ontológico e antropomórfico de Parmênides, inserido nessa perspectiva e tentativa desesperada de fazer da Verdade o sentido do Ser. A verdade é, metaforicamente, uma esfera: homogênea, compacta, única e sempre igual a si mesma.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt; 
&lt;p style="text-align:left" align=left&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Se tomarmos como verdadeira essa minha conclusão empírica veremos que, na outra ponta, por assim dizer, do lado oposto à verdade, ocorre a opinião, que ali se encontra presente dentro de um substrato ideológico (não-verdade), mas que pretende desconstruir a verdade para dar-se sentido de verdade. Mais uma vez chamo atenção para o complicado e hermético pensamento parmenidiano, sobretudo nessa parte do poema, onde o autor grego pretende constituir metaforicamente, por definitivo, a verdade como o Ser verdadeiro e imutável, portanto Absoluto, Uno. E é exatamente deste ponto que surge a idéia do monismo parmenidiano.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt; 
&lt;p style="text-align:left" align=left&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;O complicado jogo de imagens mentais que Parmênides cria para inferir todo o seu conceito de Ser é algo que defino, do ponto de vista estético-semântico - refiro-me especialmente a certo tipo de grafismo visual que permite a audiência “n” significados - de uma beleza incomensurável, e está mesmo concentrado dentro do seu rigor metafórico: é homogêneo, compacto, único e sempre igual a si mesmo; noutras palavras, é mono, é um, é único, é absoluto. Vejamos o que ele se nos apresenta:&lt;/font&gt;&lt;/span&gt; 
&lt;p style="text-align:left" align=left&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt; 
&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:10pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;E a deusa benévola me acolheu, e com a sua mão a minha mão direita tomou,/ e assim começou a falar, dizendo-me:/ “Ó jovem, companheiro de imortais boleeiras, tu, que chegas conduzido pelas éguas à nossa morada, alegra-te, pois não foi infausto o destino que te fez percorrer este caminho/ (de fato ele está fora da via seguida pelos homens), mas a lei divina e a justiça”.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; 
&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:10pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; 
&lt;p style="text-align:left" align=left&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Temos, nesta estrofe, uma técnica de criação da imagem abstrata parmenidiana que fica impressa no nosso cérebro como foto, donde se vêm os retalhos de uma construção arquitetônica minuciosamente construída para valorizar mais a forma que o conteúdo do Ser. Essa abstração permênica é primorosíssima! Esse artifício é para construir o significado de outra questão (que veremos com mais vagar à frente): a Verdade com Justiça, pois&lt;/font&gt;&lt;/span&gt; 
&lt;p style="text-align:left" align=left&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt; 
&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:10pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;“É preciso que tu tudo aprendas:/ o sólido coração da bem redonda Verdade/ e as opiniões dos mortais, nas quais não há verdadeira certeza./ E, no entanto, também isso aprenderás: como as coisas que parecem deviam verdadeiramente ser, sendo todas em todos os sentidos”.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; 
&lt;p style="text-align:left" align=left&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt; 
&lt;p style="text-align:left" align=left&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;E essa “&lt;i&gt;forma&lt;/i&gt;” vem da inspiração que recebeu de Homero, Hesíodo e das tradições órficas. Contudo, podemos concluir que há aqui (também) uma certa influência pitagórica: a esfera como figura representacional do Ser verdadeiro. Mas, já aqui, devemos parar auscultar, imaginar, perceber, sentir e pensar. Mas não será isso incoerência com o discurso parmenidiano? Pois é! Assim é Parmênides! &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-align:left" align=left&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Ele nos forçará - desde logo e desde sempre - a nos imbricarmos com a contradição (Ser e não-Ser) entre a verdade e a opinião, e dirá mais à frente que nem todos são capazes de atingir a verdade, ou seja, nem todos irão se constituir em “Ser”, pois continuarão como “éguas” (crentes, sensitivos, perceptivos). Decodifiquemos: &lt;b&gt;&lt;i&gt;poucos&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; se constituirão em “sujeito”, ou, &lt;b&gt;&lt;i&gt;muitos&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; continuarão sendo meros crentes do senso comum, ou seja, niilistas do Ser. Estes são éguas; são conduzidos a lugar nenhum pela opinião que não gera saber e tampouco dar conteúdo ao Ser, ou seja, é preciso abandonar “as casas da Noite, em direção à luz”, isto é, afastar-se da escuridão do senso comum, da pura opinião; para atingir toda a claridade do Sol, e do dia, isto é, toda Sabedoria. Mas isso só pode ser alcançado depois de atravessar as portas que dividem os dois caminhos: o caminho da verdade e o caminho da opinião.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt; 
&lt;p style="text-align:left" align=left&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Enfim, podemos dizer desta primeira parte do poema de Parmênides o seguinte: levado num carro em corrida vertiginosa, o herói percorre um caminho que se situa fora das trilhas originais dos seres humanos. São virgens, filhas do Sol, que tomam conta dele em seu percurso para a luz. Abre-se a porta que separa “a estrada do Dia e a estrada da Noite”, e o iniciado chega recebido pela deusa bondosa que o toma pela mão e informa-o de um oráculo duplo: ele saberá tudo da verdade e da crença dos mortais. Por certo se deve ter em mente a aventura do conhecimento que, para além das normas da experiência corriqueira, realiza-se e exprime-se enquanto exprime seu objeto num discurso bem estruturado e corretamente concatenado. Favorecido assim pela revelação, o herói fica sabendo que existem duas estradas, noutras palavras, dois procedimentos, dois métodos ou dois estilos para o (seu) discurso. (Mas disso falaremos mais amiúde na próxima parte deste artigo.)&lt;/font&gt;&lt;/span&gt; 
&lt;p style="text-align:left" align=left&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt; 
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;(..................................................................................)&lt;/font&gt;&lt;/span&gt; 
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt; 
&lt;p&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:10pt;font-family:Tahoma"&gt;ESTE ARTIGO TERÁ CONTINUIDADE NO PRÓXIMO &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:10pt;font-family:Tahoma"&gt;“SÁBADO POÉTICO”.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;table cellspacing="0" border="0"&gt;&lt;tr height="8"&gt;&lt;td&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td valign="top"&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://byfiles.storage.live.com&amp;#47;y1piDeKCQa9X96XErg360AsPXd9L3rAwn_mP83qTjM1nepSvXODfI0o_A"&gt;&lt;img src="http://storage.live.com&amp;#47;items&amp;#47;828D4FC833CF7ECF&amp;#33;724&amp;#58;thumbnail" border="0"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="15"&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://c.services.spaces.live.com/CollectionWebService/c.gif?cid=-9039481155781427505&amp;page=RSS%3a+S%c3%81BADO+PO%c3%89TICO&amp;referrer=" width="1px" height="1px" border="0" alt=""&gt;&lt;img style="position:absolute" alt="" width="0px" height="0px" src="http://c.live.com/c.gif?NC=31263&amp;amp;NA=1149&amp;amp;PI=73329&amp;amp;RF=&amp;amp;DI=3919&amp;amp;PS=85545&amp;amp;TP=joaobatistalago.spaces.live.com&amp;amp;GT1=joaobatistalago"&gt;</description><category>RESENHAS</category><comments>http://joaobatistalago.spaces.live.com/Blog/cns!828D4FC833CF7ECF!723.entry#comment</comments><guid isPermaLink="true">http://joaobatistalago.spaces.live.com/Blog/cns!828D4FC833CF7ECF!723.entry</guid><pubDate>Sat, 09 Jun 2007 11:05:02 GMT</pubDate><slash:comments>0</slash:comments><msn:type>blogentry</msn:type><live:type>blogentry</live:type><live:typelabel>Blog entry</live:typelabel><wfw:commentRss>http://joaobatistalago.spaces.live.com/blog/cns!828D4FC833CF7ECF!723/comments/feed.rss</wfw:commentRss><wfw:comment>http://joaobatistalago.spaces.live.com/Blog/cns!828D4FC833CF7ECF!723.entry#comment</wfw:comment><dcterms:modified>2007-06-09T11:06:37Z</dcterms:modified></item><item><title>PASSAGEIRO DO EU</title><link>http://joaobatistalago.spaces.live.com/Blog/cns!828D4FC833CF7ECF!721.entry</link><description>&lt;div&gt;
&lt;p style="text-align:center" align=center&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;PASSAGEIRO DO EU&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Por &lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;João Batista do Lago&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Sou-me – de mim -,&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;apenas eu – e eu mesmo -,&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;passageiro da própria passagem.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Espelhado em águas de mares&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;reclusos, como nau perdida em alto mar,&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;tornaram-me (re) excluso de portos seguros.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;E assim, de posse da minha lepra e da minha loucura,&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;erguido como representação de anti-poder,&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;jamais fui construído sujeito mensurável para ser calculado.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Fizeram de mim um vivo morto – ou morto vivo! -&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;quando me beijou a face, o patrão, no horto das oliveiras,&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;quando me excluíram e me internaram no palácio dos leprosos.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Venturosos da nau dos loucos, de poderes moucos,&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;estabeleceram no campo das açucenas&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;quermesses de dominações sem quaisquer penas.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;E lá recluso, e excluso, de mim e do mundo,&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;açoitado pelo poder como qualquer vagabundo&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;continuo louco, recluso e excluso, passageiro da própria passagem.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;A nau – este mundo -, leprosário da minh’alma&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;reflete em águas profundas o impuro narciso do poder&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;num vai-e-vem de ondas mortais de loucos e leprosos.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;E agora, já definitivamente condenados, todos – e eu -,&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;passageiro da própria passagem já não encontro portas de saída&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;para enfrentar o meu fetiche... Para deitar minha lepra e minha loucura!&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://c.services.spaces.live.com/CollectionWebService/c.gif?cid=-9039481155781427505&amp;page=RSS%3a+PASSAGEIRO+DO+EU&amp;referrer=" width="1px" height="1px" border="0" alt=""&gt;&lt;img style="position:absolute" alt="" width="0px" height="0px" src="http://c.live.com/c.gif?NC=31263&amp;amp;NA=1149&amp;amp;PI=73329&amp;amp;RF=&amp;amp;DI=3919&amp;amp;PS=85545&amp;amp;TP=joaobatistalago.spaces.live.com&amp;amp;GT1=joaobatistalago"&gt;</description><category>POESIA</category><comments>http://joaobatistalago.spaces.live.com/Blog/cns!828D4FC833CF7ECF!721.entry#comment</comments><guid isPermaLink="true">http://joaobatistalago.spaces.live.com/Blog/cns!828D4FC833CF7ECF!721.entry</guid><pubDate>Tue, 29 May 2007 00:01:12 GMT</pubDate><slash:comments>0</slash:comments><msn:type>blogentry</msn:type><live:type>blogentry</live:type><live:typelabel>Blog entry</live:typelabel><wfw:commentRss>http://joaobatistalago.spaces.live.com/blog/cns!828D4FC833CF7ECF!721/comments/feed.rss</wfw:commentRss><wfw:comment>http://joaobatistalago.spaces.live.com/Blog/cns!828D4FC833CF7ECF!721.entry#comment</wfw:comment><dcterms:modified>2007-05-29T00:01:12Z</dcterms:modified></item><item><title>DIÁLOGOS DE ATHENAS - Réquiem a São Luis</title><link>http://joaobatistalago.spaces.live.com/Blog/cns!828D4FC833CF7ECF!720.entry</link><description>&lt;div&gt;
&lt;p style="text-align:center" align=center&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;DIÁLOGO DE ATHENAS&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;
&lt;p style="text-align:center" align=center&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;(Réquiem a São Luis)&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Por &lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;João Batista do Lago&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;- Olá, poeta.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Há quanto tempo não nos víamos!&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;- Que olhares,&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Que visões têm da ilha?&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;- Carrego ainda olhares de Athenas,&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Visões de um tempo de querências.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;- Ainda bem que podes tê-las,&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Pois cá não mais a temos... Tudo é demência!&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;- Da arte que conhecestes pouca coisa restou.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Hoje há muita miséria, violência e dor,&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;os jardins da cidade não têm mais flores,&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;as rosas sumiram, os jasmins secaram.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Sobraram as dores dos desamores&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;e a cidade poeta virou bandida.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Hoje as almas são dormentes ambulantes&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;De um bonde carregado de miseráveis,&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;de miseráveis criaturas sem espaço,&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;sem rosto, sem fé, vermes sem sacristia,&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;carentes e tolos viventes de vida sem vida,&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;sem qualquer guarida de telhados e azulejos,&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;sem histórias, sem eira nem beira,&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;sem mar e sem praias, sem sal e sem terra.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Ó, poeta,&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;as gentes dessa cidade já não têm sol&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;e nem mesmo a lua flutua em suas almas&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;para lhes sincronizar a sinfonia de Dionísio,&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;pois elas perderam o riso da harmonia&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;e se tornaram almas mortas de agonias.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;A cidade, poeta, hoje é “apenas”&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;alma que pena suas dores e seus horrores,&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;dissimulada de Athenas sem cantores,&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;sem poetas, sem poesia,&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;ilhada no besteirol da vaidade comum&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;pensada, apenas, na vermelha lama do consumo.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;É assim, hoje, a tua ilha: cercada de grilhões&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;que aprisionam Prometeus nas rochas da ignomínia,&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;que favorecem os tufões da incompetência&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;que se sentam à mesa dos poderosos&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;e diante de um lauto manjar&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;exigem dos poetas a continência,&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;exigem toda reverência&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;para lhes legitimar toda incompetência.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Poeta... Perdemos os telhados.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Todos os telhados perdemos.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Perdemos as sacadas.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Todas as sacadas perdemos.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Perdemos nossas ruas.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Todas as ruas perdemos.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Perdemos nossas fontes.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Todas as fontes perdemos.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Não temos telhados,&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;nem as sacadas temos.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Não temos ruas,&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;nem as fontes temos.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Estamos sós... Ilhados estamos.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Baskerville Old Face'"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Perdidos – todos – somos, poeta.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://c.services.spaces.live.com/CollectionWebService/c.gif?cid=-9039481155781427505&amp;page=RSS%3a+DI%c3%81LOGOS+DE+ATHENAS+-+R%c3%a9quiem+a+S%c3%a3o+Luis&amp;referrer=" width="1px" height="1px" border="0" alt=""&gt;&lt;img style="position:absolute" alt="" width="0px" height="0px" src="http://c.live.com/c.gif?NC=31263&amp;amp;NA=1149&amp;amp;PI=73329&amp;amp;RF=&amp;amp;DI=3919&amp;amp;PS=85545&amp;amp;TP=joaobatistalago.spaces.live.com&amp;amp;GT1=joaobatistalago"&gt;</description><category>POESIA</category><comments>http://joaobatistalago.spaces.live.com/Blog/cns!828D4FC833CF7ECF!720.entry#comment</comments><guid isPermaLink="true">http://joaobatistalago.spaces.live.com/Blog/cns!828D4FC833CF7ECF!720.entry</guid><pubDate>Wed, 23 May 2007 17:39:09 GMT</pubDate><slash:comments>0</slash:comments><msn:type>blogentry</msn:type><live:type>blogentry</live:type><live:typelabel>Blog entry</live:typelabel><wfw:commentRss>http://joaobatistalago.spaces.live.com/blog/cns!828D4FC833CF7ECF!720/comments/feed.rss</wfw:commentRss><wfw:comment>http://joaobatistalago.spaces.live.com/Blog/cns!828D4FC833CF7ECF!720.entry#comment</wfw:comment><dcterms:modified>2007-05-23T17:39:09Z</dcterms:modified></item><item><title>THEMIS</title><link>http://joaobatistalago.spaces.live.com/Blog/cns!828D4FC833CF7ECF!719.entry</link><description>&lt;div&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Themis&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font face="Times New Roman" color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Por &lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;João Batista do Lago&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font face="Times New Roman" color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Themis, terra minha que me fez errante&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Bendita seja!&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Ó tu que me castigaste a vida&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Que não me quisestes ter por Zeus&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Olhai o pranto que derramo&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Nos prados de almas tantas&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Infecundas almas de desamores&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Que se tornaram lentamente&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Sepulcro de minhas dores&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;E lá do fundo da ossatura do meu viver&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Ainda resiste um amor infinito&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Desde a adolescência do nosso tempo&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Marcado como ferro em brasa&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Ferida jamais fechada&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Porta aberta para tua entrada&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Em qualquer momento da eternidade&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;- qualquer eternidade –&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Que porventura um dia me pretendas dar&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font face="Times New Roman" color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://c.services.spaces.live.com/CollectionWebService/c.gif?cid=-9039481155781427505&amp;page=RSS%3a+THEMIS&amp;referrer=" width="1px" height="1px" border="0" alt=""&gt;&lt;img style="position:absolute" alt="" width="0px" height="0px" src="http://c.live.com/c.gif?NC=31263&amp;amp;NA=1149&amp;amp;PI=73329&amp;amp;RF=&amp;amp;DI=3919&amp;amp;PS=85545&amp;amp;TP=joaobatistalago.spaces.live.com&amp;amp;GT1=joaobatistalago"&gt;</description><category>POESIA</category><comments>http://joaobatistalago.spaces.live.com/Blog/cns!828D4FC833CF7ECF!719.entry#comment</comments><guid isPermaLink="true">http://joaobatistalago.spaces.live.com/Blog/cns!828D4FC833CF7ECF!719.entry</guid><pubDate>Mon, 21 May 2007 22:47:26 GMT</pubDate><slash:comments>0</slash:comments><msn:type>blogentry</msn:type><live:type>blogentry</live:type><live:typelabel>Blog entry</live:typelabel><wfw:commentRss>http://joaobatistalago.spaces.live.com/blog/cns!828D4FC833CF7ECF!719/comments/feed.rss</wfw:commentRss><wfw:comment>http://joaobatistalago.spaces.live.com/Blog/cns!828D4FC833CF7ECF!719.entry#comment</wfw:comment><dcterms:modified>2007-05-21T22:47:26Z</dcterms:modified></item><item><title>AMOR ANIMAL</title><link>http://joaobatistalago.spaces.live.com/Blog/cns!828D4FC833CF7ECF!718.entry</link><description>&lt;div&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;AMOR ANIMAL&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font face="Times New Roman" color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Por &lt;b style=""&gt;João Batista do Lago&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font face="Times New Roman" color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Como um animal domesticado&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Aprendi a seguir os teus passos&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Na ânsia de encontrar os abraços&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Vindos do teu corpo sem pecado&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font face="Times New Roman" color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Ah, os doces e ternos afagos...&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Mimos, carinhos e ternos beijos&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Fizeram de mim o teu escravo&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;E pregaram-me na cruz dos desejos&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font face="Times New Roman" color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Agora te sou eternamente grato&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Por esse louco amor apaixonado&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Mesmo que dele apenas sobra tenha&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font face="Times New Roman" color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Ainda assim apaixonado sou&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Pela volúpia contumaz do teu corpo&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Que me faz capaz de tanto amor&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font face="Times New Roman" color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-align:right" align=right&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Curitiba- Paraná/2007&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://c.services.spaces.live.com/CollectionWebService/c.gif?cid=-9039481155781427505&amp;page=RSS%3a+AMOR+ANIMAL&amp;referrer=" width="1px" height="1px" border="0" alt=""&gt;&lt;img style="position:absolute" alt="" width="0px" height="0px" src="http://c.live.com/c.gif?NC=31263&amp;amp;NA=1149&amp;amp;PI=73329&amp;amp;RF=&amp;amp;DI=3919&amp;amp;PS=85545&amp;amp;TP=joaobatistalago.spaces.live.com&amp;amp;GT1=joaobatistalago"&gt;</description><category>POESIA</category><comments>http://joaobatistalago.spaces.live.com/Blog/cns!828D4FC833CF7ECF!718.entry#comment</comments><guid isPermaLink="true">http://joaobatistalago.spaces.live.com/Blog/cns!828D4FC833CF7ECF!718.entry</guid><pubDate>Mon, 21 May 2007 22:44:46 GMT</pubDate><slash:comments>0</slash:comments><msn:type>blogentry</msn:type><live:type>blogentry</live:type><live:typelabel>Blog entry</live:typelabel><wfw:commentRss>http://joaobatistalago.spaces.live.com/blog/cns!828D4FC833CF7ECF!718/comments/feed.rss</wfw:commentRss><wfw:comment>http://joaobatistalago.spaces.live.com/Blog/cns!828D4FC833CF7ECF!718.entry#comment</wfw:comment><dcterms:modified>2007-05-21T22:44:46Z</dcterms:modified></item><item><title>DENÚNCIA</title><link>http://joaobatistalago.spaces.live.com/Blog/cns!828D4FC833CF7ECF!714.entry</link><description>&lt;div&gt;
&lt;p style="text-align:center" align=center&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:24pt"&gt;&lt;font face="Times New Roman" color="#ff0000"&gt;NÃO MATARAM UM CIDADÃO.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;
&lt;p style="text-align:center" align=center&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:24pt"&gt;&lt;font face="Times New Roman" color="#ff0000"&gt;NÃO MATARAM UM HOMEM.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;
&lt;p style="text-align:center" align=center&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:24pt"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;&lt;font color="#ff0000"&gt;MATARAM UM NEGRO&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;
&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font face="Times New Roman" color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font face="Times New Roman" color="#000000"&gt;Por João Batista do Lago&lt;/font&gt;&lt;a title="" style="" href="http://joaobatistalago.spaces.live.com/mmm2007-02-10_13.26/#_ftn1"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Times New Roman'"&gt;&lt;u&gt;&lt;font color="#0000ff"&gt;[1]&lt;/font&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font face="Times New Roman" color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Acabo de assistir no “Jornal Nacional” (Rede Globo de TV) a notícia de mais um massacre perpetrado contra mais um brasileiro, contra mais um cidadão, contra mais um cidadão negro. Contra mais um negro. Desta feita a vítima (cantor e repentista) era maranhense ou morava em São Luis, capital do Estado do Maranhão, onde nasci. A reportagem da TV Globo não trouxe muitos detalhes sobre o crime. Disse tão-somente que ele, o cidadão negro, fora assassinado por dois policiais (Expedito e Paulo) e que fora confundido, ou seja, a milícia pensou que ele era um assaltante. Fato alvissareiro (se é que se pode dizer isso) é que a alta cúpula da Polícia estadual já admitira que os policiais, já identificados, cometeram de fato o assassinato.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Não era minha intenção escrever nada sobre esse fato, mesmo porque estou fora do Maranhão e de São Luis há muito tempo. Minha intenção era apenas refletir sobre o fenômeno. Mas para meu espanto, ao chegar a este “cavalo eletrônico” encontrei minha caixa de recados entulhada de e-mail’s de autoria de amigos e amigas que ainda mantenho por lá, além de outro tanto de pessoas que não as conheço, mas que (não sei explicar as razões) pediam-me para escrever sobre esse animalesco crime; além do pedido emocionado do editor deste portal, para que eu escrevesse algo sobre esse fenômeno.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Fenômeno?!&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Sim, fenômeno!&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Tomo esse evento como um fenômeno sob os olhos da Filosofia que vê, e indica o que é “aparente” em uma “Coisa”, em contraposição ao que ela é em si mesma. Chamo-o de fenômeno porque traz em si a idéia de que o conhecimento humano jamais pode levar em consideração a realidade de modo absoluto e objetivo, mas perceber as suas “aparências” periféricas imanentes na formação do homem brasileiro – ou seja, exatamente o fenômeno da racialidade brasileira.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;É exatamente nesse ponto, ou seja, distanciando-me da realidade absoluta e objetiva, da coisa em si, do crime de fato, para perceber concretamente que a morte desse cidadão negro revela a face oculta do racismo nativo que é imanente, imperioso e imperante na formação do homem e da cultura brasileiras.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Aos meus olhos, esse trucidamento (como tantos outros que deles sequer temos conhecimento pelo Brasil afora) não deve ser visto pura e tão-somente como uma ação nefasta dos policiais contra cidadãos comuns; mas como um saldo do caldo de cultura que reside, ainda hoje, na macroestrutura do “Estado Terrorista”, seja ele federativo ou nacional, que mantém uma tipologia de aparelho policial repressivo, repressor, excludente e racista, onde o cidadão negro ainda (ou quase sempre) é visto por esse mesmo “Estado Terrorista”, assim como pela maioria da sociedade em que vivemos, como a “aparente coisa”, ou seja, como aquele que aparenta, pela cor da tez, todo crime, todo mau, toda malvadeza, toda perversidade, toda sinistrose. Isso, infelizmente, ainda é o rescaldo do colonizador que arrastamos pelos séculos amém.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;É, pois, fundamental que saibamos analisar esse fenômeno como uma manifestação de racismo e preconceito, que não está tão-somente na ação assassina dos policiais, mas sobremodo, instalada numa falsa democracia racial existente apenas para uma intelectualidade de inocentes úteis, defensores contumazes deste “Estado Terrorista” brasileiro.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;div style="mso-element:footnote-list"&gt;&lt;br clear=all&gt;&lt;font face="Times New Roman" color="#000000"&gt;
&lt;hr align=left width="33%" size=1&gt;
&lt;/font&gt;
&lt;div style="mso-element:footnote"&gt;
&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;a title="" style="" href="http://joaobatistalago.spaces.live.com/mmm2007-02-10_13.26/#_ftnref1"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman'"&gt;&lt;u&gt;&lt;font color="#0000ff"&gt;[1]&lt;/font&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;font face="Times New Roman" color="#000000" size=2&gt; João Batista do Lago é poeta, escritor, teatrólogo e jornalista.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://c.services.spaces.live.com/CollectionWebService/c.gif?cid=-9039481155781427505&amp;page=RSS%3a+DEN%c3%9aNCIA&amp;referrer=" width="1px" height="1px" border="0" alt=""&gt;&lt;img style="position:absolute" alt="" width="0px" height="0px" src="http://c.live.com/c.gif?NC=31263&amp;amp;NA=1149&amp;amp;PI=73329&amp;amp;RF=&amp;amp;DI=3919&amp;amp;PS=85545&amp;amp;TP=joaobatistalago.spaces.live.com&amp;amp;GT1=joaobatistalago"&gt;</description><category>ARTIGOS</category><comments>http://joaobatistalago.spaces.live.com/Blog/cns!828D4FC833CF7ECF!714.entry#comment</comments><guid isPermaLink="true">http://joaobatistalago.spaces.live.com/Blog/cns!828D4FC833CF7ECF!714.entry</guid><pubDate>Sat, 24 Mar 2007 03:08:09 GMT</pubDate><slash:comments>2</slash:comments><msn:type>blogentry</msn:type><live:type>blogentry</live:type><live:typelabel>Blog entry</live:typelabel><wfw:commentRss>http://joaobatistalago.spaces.live.com/blog/cns!828D4FC833CF7ECF!714/comments/feed.rss</wfw:commentRss><wfw:comment>http://joaobatistalago.spaces.live.com/Blog/cns!828D4FC833CF7ECF!714.entry#comment</wfw:comment><dcterms:modified>2007-03-24T03:08:09Z</dcterms:modified></item><item><title>OS RICOS, OS POBRES E A GLOBALIZAÇÃO</title><link>http://joaobatistalago.spaces.live.com/Blog/cns!828D4FC833CF7ECF!709.entry</link><description>&lt;div&gt;
&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;a href="http://www.medioparaiba.com.br"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;&lt;font size=1&gt;Por &lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;João Batista do Lago&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Times New Roman'"&gt;&lt;u&gt;&lt;font color="#0000ff"&gt;[1]&lt;/font&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font face="Times New Roman" color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Questionar a globalização e suas conseqüências dá-nos a impressão de malhar em ferro frio. Mas será isso mesmo? Devemos nos acomodar e aceitá-la sem quaisquer questionamentos? Devemos admitir, por definitivo, que o Mercado é o nosso “deus”? Devemos introjetar no nosso existir a submissão absoluta às rezas da igreja global? Devemos aceitar a demonização dos que insistem em discordar dos métodos e das metodologias dessa igreja? Essas são questões reflexivas...&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Dizem os apologistas da globalização, ainda hoje, que ela é a medida exata para diminuir as distâncias entre pobres e ricos; que cabe aos mercados ditar as regras; que compete aos mercados propor e gerir as diferenças entre ricos, novos ricos, pobres e miseráveis. Será isto uma verdade insofismável? Será isso o que vem ocorrendo? Ou será que as nações pobres estão ficando miseráveis e as nações ricas mais trilhardárias, aprofundando assim ainda mais as diferenças? Essas são questões reflexivas...&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Aos meus olhos, a globalização, é um engodo. É a forma mais sutil, porém a mais vil, a mais estúpida e a mais selvagem fonte de dominação de povos e nações pobres e miseráveis por parte das nações ricas. A queda das tais barreiras comerciais não passa de pura desterritorialização dos Estados-Nação que, assim, ficam vulneráveis e unicamente dependentes de um tipo de capital virtual que, num clique pode varrer do mapa nações e povos do terceiro, quarto ou quinto mundos.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Mas assim como para toda e qualquer ação temos uma contra-ação natural e original, assim está ocorrendo com a globalização (e não é de hoje!) que teimava em não mostrar, em segregar, em esconder, em reprimir a miséria e a pobreza existentes no mundo, sob o discurso de que o mercado iria resolver tais questões. Ledo engano. Os formuladores da globalização jamais imaginariam que a miséria e a pobreza, com a queda das tais barreiras comerciais, também se introduziriam como mercadoria ou moeda de exportação.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;E agora o que fazer com esse paradigma?&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Pois é. Esqueceram-se os ideólogos da globalização que a pobreza e a miséria poderiam constituir-se em causa-efeito desse mesmo paradigma universal: a globalização. Paradoxalmente essa mesmíssima globalização que serve para engordar a “burrinha” dos ricos, não dimensionaria uma vertente: a migração da pobreza e da miséria que se estão espalhando pelos seus quintais, noutras palavras, que se estão globalizando entre as nações ricas.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Em Londres (Inglaterra), por exemplo, jamais se vira, antes do advento da globalização, vendedores de hot-dog em frente ao palácio da rainha-mãe, que chegou inclusive a ficar incomodada (e reclamar) com o odor que exalava do apetitoso “cachorro quente”, bem conhecido entre nós, brasileiros. Esse é apenas um exemplo emblemático e com todas as tintas para a pintura de quadro surracionalista.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Quanta ironia! &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;div style="mso-element:footnote-list"&gt;&lt;br clear=all&gt;&lt;font face="Times New Roman" color="#000000"&gt;
&lt;hr align=left width="33%" size=1&gt;
&lt;/font&gt;
&lt;div style="mso-element:footnote"&gt;
&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;a title="" style="" href="http://joaobatistalago.spaces.live.com/mmm2007-02-10_13.26/#_ftnref1"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman'"&gt;&lt;u&gt;&lt;font color="#0000ff"&gt;[1]&lt;/font&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;font face="Times New Roman" color="#000000" size=2&gt; &lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;João Batista do Lago&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; é poeta, escritor, teatrólogo e jornalista.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;table cellspacing="0" border="0"&gt;&lt;tr height="8"&gt;&lt;td&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td valign="top"&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://tkfiles.storage.live.com&amp;#47;y1pwywogtR_yxKO7oqlKUGAcwRZKSEX0qcPyl9l6hWirgC_ofOiM7BQlA"&gt;&lt;img src="http://storage.live.com&amp;#47;items&amp;#47;828D4FC833CF7ECF&amp;#33;710&amp;#58;thumbnail" border="0"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="15"&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://c.services.spaces.live.com/CollectionWebService/c.gif?cid=-9039481155781427505&amp;page=RSS%3a+OS+RICOS%2c+OS+POBRES+E+A+GLOBALIZA%c3%87%c3%83O&amp;referrer=" width="1px" height="1px" border="0" alt=""&gt;&lt;img style="position:absolute" alt="" width="0px" height="0px" src="http://c.live.com/c.gif?NC=31263&amp;amp;NA=1149&amp;amp;PI=73329&amp;amp;RF=&amp;amp;DI=3919&amp;amp;PS=85545&amp;amp;TP=joaobatistalago.spaces.live.com&amp;amp;GT1=joaobatistalago"&gt;</description><category>ARTIGOS</category><comments>http://joaobatistalago.spaces.live.com/Blog/cns!828D4FC833CF7ECF!709.entry#comment</comments><guid isPermaLink="true">http://joaobatistalago.spaces.live.com/Blog/cns!828D4FC833CF7ECF!709.entry</guid><pubDate>Wed, 07 Mar 2007 05:46:12 GMT</pubDate><slash:comments>0</slash:comments><msn:type>blogentry</msn:type><live:type>blogentry</live:type><live:typelabel>Blog entry</live:typelabel><wfw:commentRss>http://joaobatistalago.spaces.live.com/blog/cns!828D4FC833CF7ECF!709/comments/feed.rss</wfw:commentRss><wfw:comment>http://joaobatistalago.spaces.live.com/Blog/cns!828D4FC833CF7ECF!709.entry#comment</wfw:comment><dcterms:modified>2007-03-07T05:46:12Z</dcterms:modified></item><item><title>REALIDADE BRASILEIRA</title><link>http://joaobatistalago.spaces.live.com/Blog/cns!828D4FC833CF7ECF!706.entry</link><description>&lt;div&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:30pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Por que a elites e a neoburguesia brasileiras se ouriçam quando se fala em Guerra Civil?&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style=""&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font face="Times New Roman" color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-align:right" align=right&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Por &lt;i style=""&gt;João Batista do Lago&lt;/i&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="" href="http://joaobatistalago.spaces.live.com/mmm2007-02-10_13.26/#_ftn1"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Rockwell Extra Bold'"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Rockwell Extra Bold'"&gt;&lt;u&gt;&lt;font color="#0000ff"&gt;[1]&lt;/font&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-align:right" align=right&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font face="Times New Roman" color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-indent:36pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font face="Times New Roman" color="#000000"&gt;Esta questão ocorreu-me após uma entrevista que dei ao jornalista Mhário Lincoln, editor do &lt;i style=""&gt;portal&lt;/i&gt; MHARIO LINCOLN DO BRASIL&lt;/font&gt;&lt;a title="" style="" href="http://joaobatistalago.spaces.live.com/mmm2007-02-10_13.26/#_ftn2"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:15pt;font-family:'Times New Roman'"&gt;&lt;u&gt;&lt;font color="#0000ff"&gt;[2]&lt;/font&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;, no domingo de carnaval, mas veiculada somente na quarta-feira de cinzas, onde, muito ligeiramente falei sobre essa questão. Para meu espanto, minhas palavras imediatamente à veiculação causaram uma tipologia de “ouriçamento” na audiência do site: 1) visível, e 2) invisível. E isso, para mim, foi uma excelente descoberta (e creio, a será para o jornalista Mhário Lincoln), ou seja, a &lt;i style=""&gt;home&lt;/i&gt; tem uma audiência que mostra a cara, que não tem medo de interagir, que não se esconde; e outra: que não se expõe, que se esconde, que é covarde, e que ainda por cima, quando seu nome é exposto na penumbra pede para não ser identificada. Deste fato ocorre-me a seguinte conclusão: a) a existência de uma elite e uma burguesia saudável e b) a existência de uma elite e uma burguesia arrogante, prepotente, discriminatória e preponderantemente ditatorial, e o pior de tudo, insensível às questões nacionais, isto é, preocupadas pura e tão-somente com o enchimento de suas burrinhas e o “brutal” enriquecimento, em contraste com 90% de um povo-nação de miseráveis e pobres. Com aquela (a) pode-se concatenar conversação, debate, discussão, e até justapor ou contrapor idéias no sentido de uma saída para nossas agruras como violência, crime, miséria, pobreza, educação, saúde, favelização... Com esta (b) é impossível quaisquer concatenações, pois, seu método é o já conhecido anonimato e suas práticas ameaçadoras. A esta (b) este meu aviso em forma de poesia, minha arma letal, que jamais se apagará, “apesar de você”:&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-indent:36pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt; 
&lt;p style="text-indent:36pt;text-align:justify" align=center&gt;&lt;span style="font-size:15pt;color:windowtext;font-family:'Times New Roman'"&gt;&lt;strong&gt;Negação&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-align:center" align=center&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font face="Times New Roman" color="#000000"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-align:center" align=center&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt; 
&lt;p style="text-align:center" align=center&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Não aceitarei jamais&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-align:center" align=center&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;A decisão faceira&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-align:center" align=center&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;De me enquadrares&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-align:center" align=center&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Dentro do quadrado&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-align:center" align=center&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Mágico da ordem&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-align:center" align=center&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Bem-estabelecida.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-align:center" align=center&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Essa tua guarida&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-align:center" align=center&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;É pura morte&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-align:center" align=center&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Morte da palavra&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-align:center" align=center&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Que se calada&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-align:center" align=center&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Fica de toda ferida&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-align:center" align=center&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Nos currais da ordem.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-align:center" align=center&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Tirai o tapete estendido&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-align:center" align=center&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Dele não me utilizarei&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-align:center" align=center&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Minha passagem será livre&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-align:center" align=center&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Será escarlate – bem sei&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-align:center" align=center&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Portanto não te ofereças tanto&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-align:center" align=center&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;A quem amor não te tem.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-align:center" align=center&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Quanto ao teu corrupto vintém&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-align:center" align=center&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Assegura-o em tua desgraça&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-align:center" align=center&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Ele não se fará mordaça&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-align:center" align=center&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Da livre palavra que graça&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-align:center" align=center&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Em toda praça com raça&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-align:center" align=center&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Deste povo que não é chalaça.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-align:center" align=center&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;=*=&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-indent:36pt;text-align:center" align=center&gt;&lt;span style="font-size:10pt"&gt;&lt;font face="Times New Roman" color="#000000"&gt;(&lt;i style=""&gt;In&lt;/i&gt; &lt;b style=""&gt;EU, PESCADOR DE ILUSÕES, &lt;i style=""&gt;LAGO, João Batista do &lt;/i&gt;- &lt;/b&gt;Ed. Mhario Lincoln do Brasil, 2006 – 1ª Edição – E - Book Grátis)&lt;/font&gt;&lt;a title="" style="" href="http://joaobatistalago.spaces.live.com/mmm2007-02-10_13.26/#_ftn3"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman'"&gt;&lt;u&gt;&lt;font color="#0000ff"&gt;[3]&lt;/font&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-indent:36pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font face="Times New Roman" color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-indent:36pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Feitas estas considerações vamos ao que interessa, ou seja, tentar responder a questão que intitula este artigo: Por que as elites e a neoburguesia brasileiras se ouriçam quando se fala em Guerra Civil?&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-indent:36pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Antes de tudo, porém, vale dizer que minhas palavras (como bem foi observado por alguns dos interragentes da entrevista) não contêm em si nada de novo. Isto é fato. Antes de dizê-las muitos já manifestaram o mesmo pensamento. Portanto, nada há de novo naquilo que disse ao jornalista Mhário Lincoln. E reflete pura e tão-somente uma manifestação pessoal, melhor dizendo, uma &lt;i style=""&gt;representação&lt;/i&gt; da minha mente que teima em não ficar adormecida pelo ópio do Poder, da Dominação, da Burguesia e das Elites que não têm o Brasil como referência, mas seus intestinos. E que, por isso mesmo, pouco se lhes dá em discutir o Brasil real, posto que, o que se lhes interessa é o brasil (com “b” minúsculo) do carnaval, da mulata, do samba, do futebol – manifestações culturais que já nem mais são do povo-massa ou do povo-nação – como “sujeitos operadores” de uma país de alienados. Eis, aqui, a metáfora implícita na “guerra civil” por mim ditada. E neste sentido não tiro uma palavra, uma vírgula sequer, do que declarei. E repito: este país precisa da sua guerra civil para constituir-se como nação, para criar sua identidade e sua cultura próprias. E isto significa dizer, noutras palavras: as elites brasileiras, com o beneplácito das burguesias nacionais, sobretudo essa elite que não mostra a cara, que está escondida nos porões do capitalismo nacional, nos palácios, nos governos, nas instituições, falharam. E falharam feio.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-indent:36pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Tome-se como exemplo as palavras de um dos maiores intelectuais que esta nação já produziu, o antropólogo Darcy Ribeiro; brasileiro consciente como poucos ou como nenhum outro: “O povo brasileiro pagou, historicamente, um preço terrivelmente alto em lutas das mais cruentas de que se tem registro na história, sem conseguir sair através delas, da situação de dependência e opressão em que vive e peleja. Nessas lutas índios foram dizimados e negros foram chacinados aos milhões, sempre vencidos e integrados nos plantéis de escravos. O povo inteiro, de vastas regiões, às centenas de milhares, foi também sangrado em contra-revoluções sem conseguir jamais, senão episodicamente, conquistar o comando de seu destino para reorientar o curso da história”.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-indent:36pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;E diz mais adiante o professor Darcy Ribeiro: “Ao contrário do que alega a historiografia oficial, nunca faltou aqui, até excedeu, o apelo à violência pela classe dominante como arma fundamental da história. O que faltou, sempre, foi espaço para movimentos sociais capazes de promover sua reversão. Faltou sempre, e falta ainda, clamorosamente, uma clara compreensão da história vivida, como necessária nas circunstâncias em que ocorreu, e um claro projeto alternativo de ordenação social, lucidamente formulado, que seja apoiado e adotado como seu pelas grandes maiorias”.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-indent:36pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;E enfatiza o professor Darcy Ribeiro: “Não é impensável que a reordenação social se faça sem convulsão social, por via de um reformismo democrático. Mas ela é muitíssimo improvável neste país em que uns poucos milhares de grandes proprietários podem açambarcar a maior parte de seu território, compelindo milhões de trabalhadores a se urbanizarem para viver a vida famélica das favelas, por força da manutenção de umas velhas leis. Cada vez que um político nacionalista ou populista se encaminha para a revisão da institucionalidade, as classes dominantes apelam para a repressão e a força”.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-indent:36pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Tão claras são as palavras do professor Darcy Ribeiro que dispensam comentários, mas servem para serem introjetadas e pensadas por todos que não se encontram adormecidos pelas benesses dessa “classe dominante”, mas que prefiro continuar chamando de elites brasileiras.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;
&lt;p style="text-indent:36pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:15pt"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Por outro lado, e por fim, quero encerrar este artigo dizendo o seguinte: minha gênese é o barro do debate, da discussão, e em razão disso aceito, muito embora não concorde ou discorde veementemente dos seus enunciados ou conteúdos discursivos ou ideologias, que sejam postas à mesa, mas ao mesmo tempo sou radicalmente contrário às manifestações academistas ou academicistas, com ar de uma tipologia de professorado, como aquelas que desejam esconder a verdade mais-que-real dentro do campo de um pretenso saber conceitualístico, oriundo de reservas compilatórias de bibliotecas virtuais; assim como não aceito, sob hipótese quaisquer, o encavernamento - por intermédio de um escapismo barato - do núcleo do debate, como aquele que se diz simplesmente que tudo não passa de mero sensacionalismo. Aos defe